ALLOG BLOG

Informação, notícias e atualidades para
você ficar por dentro do seu mercado.

Assine e receba por email

Portonave: o primeiro terminal privado de contêineres do Brasil

07 de maro de 2019

Terminal de uso privado em Navegantes (SC), a Portonave é uma das mais eficientes instalações na movimentação de contêineres. A companhia levou 10 anos com a aquisição dos terrenos, licenciamentos e realização de estudos da área para as obras.

A autorização do Ministério dos Transportes para o funcionamento do primeiro terminal privado de contêineres do Brasil veio em 2001. Depois de desafios inerentes ao pioneirismo do empreendimento – do projeto saindo da estaca zero, passando por marcos regulatórios incertos para portos privados – o porto iniciou as atividades em 21 de outubro de 2007, quando atracou o primeiro navio, o MSC Uruguay.

Estrutura

A infraestrutura da Portonave permite receber grandes navios em três berços de atracação. Conta com cais tem 900 metros, bacia de evolução de 400 metros e canal de 14 metros de profundidade. Sua infraestrutura inclui ainda 10 gates com balanças, 2.130 tomadas reefers, área total de 400 mil metros quadrados; capacidade estática de 30 mil TEUs; 1,8km de avenida portuária; câmara frigorífica automatizada e integrada às operações com 16.000 posições pallets, 6 transelevadores/13 docas e pallets identificados por códigos de barra.

História

Primeiro porto privado do Brasil, a Portonave movimentou seu primeiro contêiner em outubro de 2007. Isso aconteceu apenas dois anos após o início da construção do terminal. Em 2005,  além de um pátio de obras, a Portonave tinha uma pequena equipe administrativa que trabalhava no escritório em cima da padaria Santa Catarina, no centro de Navegantes. Hoje, opera com os principais armadores do mercado. Também detém o recorde sul-americano de produtividade de navios e se posicionou como líder de mercado em SC.

Certificações

Entre os marcos históricos está  a conquista das certificações. Em 2008 veio a primeira, no ISPS Code – norma internacional criada depois do atentado às Torres Gêmeas. Ela garante que as medidas de segurança são rigorosas e cumpridas à risca. A segunda certificação veio em 2009 com o ISO 9001, norma técnica que assegura a qualidade dos serviços prestados. Em 2010, foi certificada no ISO 14.001, que se refere à qualidade da gestão ambiental.

Em março de 2016, a Receita Federal do Brasil concedeu à Portonave a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA). O terminal portuário foi o primeiro do país a atender as exigências do programa mundial do Comitê da Organização Mundial das Aduanas (OMA) e obter o título. O principal objetivo do é colocar o Brasil em condição de país exportador seguro, aperfeiçoando a cadeia logística brasileira.

A certificação mais recente chegou em outubro de 2018. No mês em que a Portonave celebrou seu 11º ano de operação, a empresa conquistou a certificação na norma OHSAS 18001, que se refere à gestão da saúde e da segurança dos profissionais e pessoas que circulam no terminal. As certificações são renovadas periodicamente, com  auditorias que avaliam se a empresa continua cumprindo à risca as normas necessárias.

Instituto

Ao longo dos últimos 11 anos, a Portonave se consolidou como uma empresa forte em reputação e credibilidade na região. Desta integração, nasceu em 2015 o Instituto Portonave de Responsabilidade Social. Trata-se de uma instituição sem fins lucrativos e com a missão de desenvolver e apoiar projetos de impacto social e ambiental na região, com prioridade para o município de Navegantes.

Um dos projetos socioambientais de maior impacto foi o Nossa Praia, concluído em 2016. Trata-se de uma das maiores obras de recuperação de praia do Brasil, abrangendo 102 hectares da praia central de Navegantes. A iniciativa foi voltada à recuperação da restinga, incluindo a retirada de vegetação exótica, o plantio de espécies nativas, a reconstrução de dunas e o fechamento de trilhas irregulares. Os investimentos foram compartilhados entre a Portonave, que aplicou R$ 3,8 milhões no projeto, e a Prefeitura de Navegantes. Esta ficou responsável por obras complementares e a construção de uma ciclovia, além da iluminação pública.

Perfil do porto

Infraestrutura

900 metros de cais

– 3 berços de atracação

– Canal de acesso de 14m

– 10 gates com balanças

– 2130 tomadas Reefer

– Área total de 400 mil metros quadrados

– Capacidade estática de 30 mil TEUs

– 1,8km  de avenida portuária

– Câmara frigorífica automatizada integrada às operações com 16.000 posições pallets

– 6 transelevadores/13 docas

– pallets identificados por códigos de barra e habilitações na lista geral de países, Mercosul, Rússia, União Europeia, Chile e China (em andamento)

Equipamentos

– 6 Post Panamax Portainer

– 40 terminal tractors

– 4 empty container handlers

– 18 rubber tyred gantry cranes eletrificados (E-RTG)

– 5 reach stackers

– 2 scanners

Localização

Navegantes (SC), na chamada Ponta da Divineia, integrando o Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu.

Relação com Itajaí

Integrada, compartilhando canal de acesso e infraestrutura de manobras. Toda a cadeia logística da região é potencializada com a concentração de forças no Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu.

Ranking Antaq

2018 – (Janeiro à Novembro) – Movimentação total TEUS – (Cheios, Vazios e Transbordo)

 

 

Ranking Datarmar

2018 – (Janeiro à Novembro)

Movimentação total – (Importação e Exportação)

 

Portos Brasileiros 2018 – TEUS % Market Share
1 Santos 1.798.265 43,90%
2 Paranaguá 459.343 11,21%
3 Navegantes 447.636 10,93%
4 Itapoá 300.177 7,33%
5 Rio Grande 248.385 6,06%
6 Rio de Janeiro 182.713 4,46%
7 Itajaí 143.866 3,51%
8 Manaus 109.304 2,67%
9 Salvador 104.993 2,56%
10 Porto de Itaguaí 96.467 2,35%
11 Suape 72.536 1,77%
12 Vila do Conde 45.016 1,10%
13 Natal 21.504 0,52%
14 Fortaleza 18.792 0,46%
15 Imbituba 18.368 0,45%
16 Pecem 15.405 0,38%
17 Vitória 13.931 0,34%
18 Belém 0 0,00%
Total 4.096.701 100,00%

 

Participação de mercado

– 49% segundo Datamar 2018 (Janeiro à Novembro), com importação e exportação

 

Principais destinos

TOP 5 DESTINO DAS EXPORTAÇÕES:

(DATAMAR – 2018  – Janeiro à Novembro)

1º EUA 22%

2º México 11%

3º China 9%

4º Japão 4%

5º Arábia Saudita 4%

 

Principais origens

TOP 5 ORIGENS DAS IMPORTAÇÕES:

(DATAMAR – 2018 – Janeiro à Novembro)

1º China 47%

2º EUA 10%

3º Índia 5%

4º Alemanha 3%

5º Colômbia 3%

 

Principais mercados atendidos (mercadorias ) – IMPO e EXPO   

DATAMAR – 2018 – (Janeiro à Novembro) – Exportadas e Importadas

Exportação TEUS %
Madeiras e seus derivados 63.516 44,90%
Carnes congeladas e seus derivados 40.543 28,66%
Cerâmica 7.114 5,03%
Maquinário 6.319 4,47%
Papel 6.315 4,46%
Metais Comuns 2.943 2,08%
Tabaco 2.561 1,81%
Frutas 1.318 0,93%
Alimentos 1.188 0,84%
Grãos 1.125 0,80%
Outros 8.503 6,01%
Total 141.445 100%  

 

 

 

Importação TEUS %
Têxtil 20.564 15,99%
Plásticos e derivados 19.901 15,48%
Químicos 14.553 11,32%
Maquinário 10.314 8,02%
Metais Comuns 7.054 5,49%
Borrachas e derivados 5.635 4,38%
Cerâmica 4.073 3,17%
Madeiras e seus derivados 3.496 2,72%
Alimentos 2.509 1,95%
Minerais 2.447 1,90%
Outros 38.037 29,58%
Total 128.582 100%

 

Tamanho de navios que atracam no Porto


 

Canal de acesso e bacia de evolução

O acesso das embarcações é feito pelo Canal da Barra, localizado entre os municípios de Navegantes e Itajaí. O canal conecta o Rio Itajaí-Açu ao Atlântico, no litoral norte de Santa Catarina. Para se manter competitiva juntamente com demais terminais que integram o Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu, a Portonave aguarda a conclusão da obra da Bacia de Evolução.

Na sua primeira fase, a obra permitirá a atracação de navios com até 336 metros de comprimento. Na segunda etapa, com até 366 metros. Navios deste porte (336m) já são uma realidade na costa brasileira e a tendência global do comércio exterior é que tais embarcações sejam cada vez maiores.

Armadores parceiros

MSC, Hapag-Lloyd, Cosco Shipping, Evergreen, CMA CGM, Pil, Hamburg Sud, ONE, Maersk, Yang Ming, ZIM.

Aspectos socioeconômicos

O Porto representa 5,3% da receita total de Navegantes. No caso da arrecadação em Imposto Sobre Serviços (ISS), quase metade da receita da prefeitura resulta do terminal portuário. Em 2018, foram R$ 12,5 milhões repassados pela Portonave de R$ 27,4 mi arrecadados, segundo o Portal da Transparência.

Em 10 anos de operações da empresa, o PIB de Navegantes aumentou 5,5 vezes. Chegou ao patamar de R$ 3,27 bilhões em 2015 (dado mais recente do IBGE). O número de empregos formais mais do que dobrou. Em 2007, ano em que a Portonave começou a operar, eram 1313 empresas e unidades locais ativas em Navegantes. Hoje este número está em 7.230, segundo o Econodata.

Além do trabalho do Instituto Portonave junto à comunidade, a empresa ainda realiza aportes com origem em incentivos fiscais, sempre priorizando aplicar os recursos em projetos locais. Isso assegura que as riquezas geradas pelas atividades do terminal beneficiem, principalmente, a população de Navegantes e região. Em 2018, a terminal investiu R$ 2,95 milhões nesses projetos, seja por aporte direto ou via leis de incentivo.

 

 

 

Pesquisa

Veja Também

Fale com o comercial
  • SEGURANÇA E TECNOLOGIA ALIADAS A UMA INFRAESTRUTURA GLOBAL

  • AGILIDADE NAS INFORMAÇÕES E SENSO DE URGÊNCIA NO SERVIÇO

Trocar versão