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Canal do Panamá: importância para o comércio global

05 de outubro de 2020

Você conhece a história e a importância do Canal do Panamá para o comércio marítimo internacional? As rotas de comércio desempenharam um papel importante ao longo da história, permitindo que os países comercializassem desde especiarias até automóveis e produtos eletrônicos. Hoje, mais de 90% de todos os produtos fabricados e vendidos globalmente são transportados por navios. Eles tornam os oceanos, mares e rios do mundo uma parte integrante da cadeia de abastecimento de muitas empresas.

O Canal do Panamá, na América Central, é parte importantíssima destas rotas mercantes. Inaugurado em agosto de 1914, conecta o Oceano Atlântico (através do Mar do Caribe) ao Oceano Pacífico e atende mais de 140 rotas comerciais do mundo. Interliga cerca de 80 países e ajuda a movimentar, aproximadamente, US$ 270 bilhões em cargas por ano. O trecho de 48 milhas (um total de 77 quilômetros) de via navegável permite que os navios evitem a longa rota do Cabo Horn em torno da ponta mais meridional da América do Sul, onde ventos fortes, correntes e icebergs fazem dessas águas uma das mais difíceis do mundo.

Para atravessá-lo, um navio leva de 6 a 8 horas. Pelo Canal do Panamá passam, por ano, 15 mil navios, o que corresponde a aproximadamente 4% do comércio mundial. As principais rotas que utilizam a estrutura são as associadas à Costa Leste dos Estados Unidos, principalmente com destino à Costa Oeste da América do Sul. Há também fluxo de cargas com origem europeia para a Costa Oeste dos Estados Unidos e do Canadá.

Canal do Panamá

Rotas mais rápidas

Como o transporte de cargas pelo mar pode levar várias semanas, o Canal do Panamá reduz tempo e custos nas operações marítimas. “A redução do tempo de viagem para se cruzar os oceanos Atlântico e Pacífico de navio permitiu que diferentes regiões se tornassem mais integradas economicamente. As rotas da Ásia e Europa possuem hoje uma opção mais rápida e barata para se conectarem às Américas, independentemente de onde estejam”, acrescenta Daniel Mello, executivo de vendas da Allog.

Graças ao Canal do Panamá e à eficiente operação que nele ocorre, o tempo de trânsito de uma carga entre o complexo de Itajaí, em Santa Catarina, para Los Angeles (EUA), por exemplo, é de aproximadamente 30 dias. “Sem o canal, o tempo médio desta viagem seria de 60 dias”, observa o profissional. Além das cargas ligadas aos Estados Unidos, ganham destaque os volumes com origem e destino na China, Chile, Japão, Peru, Coreia do Sul, Colômbia, México e Equador.

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A participação dos países da Costa Leste da América do Sul, como Brasil, Argentina e Uruguai é pequena se comparado aos demais países. Somados, os embarques e desembarques desses países correspondem a apenas 7% do volume movimentado pelo canal em 2018. Países da Costa Oeste da América do Sul, a exemplo do Chile, Peru e Equador, são os que mais utilizam o canal.

A navegação no Canal do Panamá também é considerada mais segura que os demais canais como Suez (Egito) e o Kiel (Alemanha). Registrando um incidente a cada 4 mil embarcações que por ali transitam.

Expansão para navios maiores

Inaugurada em junho de 2016, a expansão do Canal do Panamá criou uma faixa de tráfego por meio da construção de um novo conjunto de eclusas, dobrando a capacidade da hidrovia. A obra possibilitou a passagem de navios que podem transportar entre 13 mil e 14 mil TEUs, quase três vezes o tamanho do 5 mil TEUs que as eclusas originais podiam suportar.

O projeto de expansão consumiu aço suficiente para construir 22 torres Eiffel, custou US$ 5,2 bilhões e levou nove anos para ser concluído. Os dois conjuntos de eclusas – uma para cada lado do Atlântico e do Pacífico – e canais de navegação maiores e mais profundos aceleraram a entrega de mercadorias, deixando mais dinâmica a economia global.

Para poder utilizar o canal é necessário pagar uma taxa de utilização (pedágio) às autoridades panamenhas que controlam o fluxo de navios. A receita média anual é de US$ 2 bilhões ao ano. O valor do pedágio é calculado com base no valor da carga transportada.  O custo médio da passagem de um navio fica em torno de US$ 143 mil (podendo chegar a US$ 250 mil, dependendo do tamanho da embarcação), ou, ainda, um custo médio de US$ 8,73 por tonelada de carga movimentada.

Quer saber um pouco mais sobre as diferentes rotas marítimas para exportação ou importação?

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