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O gigantismo do Porto de Santos: o maior da América Latina

22 de fevereiro de 2018

Poucos portos brasileiros operam todos os tipos de carga: de granéis (sólidos ou líquidos, vegetais ou químicos) a contêineres, passando pelas cargas gerais, cargas de projeto e veículos. Neste seleto grupo, está o Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

Maior complexo portuário da América Latina, o cais santista conta com terminais especializados nos mais variados tipos de mercadorias. Em 2017, açúcar, soja em grão e milho foram as três cargas mais movimentadas na exportação pelo Porto de Santos.

Infraestrutura

O Porto de Santos tem uma extensão de cais de 15.960 metros e área útil de 7,8 milhões de metros quadrados. Conta com nada menos que 55 terminais marítimos e retroportuários e 65 berços de atracação, dos quais 14 são de terminais privados como Cutrale, Dow Química, Usiminas, Valefértil e Embraport.

Na estrutura do Porto de Santos, destacam-se os terminais especializados, localizados nas duas margens do estuário, com a seguinte disponibilização de berços: 1 para veículos; 17 para contêineres; 5 para fertilizantes/adubos; 6 para produtos químicos; 2 para cítricos; 8 para sólidos de origem vegetal; 1 para sal; 2 para passageiros; 1 para produtos de origem florestal; 1 para derivados de petróleo; 4 para trigo; 5 para produtos siderúrgicos; 10 para carga geral e 2 de multiuso (suco cítrico a granel, roll-on/roll-off e contêiner).

Força econômica

Inaugurado há 126 anos, o Porto de Santos tem uma área de influência econômica que engloba mais de 50% do PIB do Brasil e 49% da produção nacional. Desde 1993, a área portuária de Santos vem passando por um intenso processo de modernização, que contribui especialmente para a maior eficiência na movimentação das cargas por meio de recursos mais avançados.

Esse processo vem ajudando a reduzir desperdícios financeiros, economizar tempo e a fazer uso racional da mão de obra no Porto de Santos. Além disso, o processo de desestatização iniciado na mesma época contribuiu para romper o monopólio das operações e aumentar a competitividade.

Calado

O canal de navegação foi aprofundado para -15 metros, e alargado, em seu trecho mais estreito, para 220 metros. Em uma conjuntura de mudanças e desafios nos cenários nacional e mundial, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) desenvolve ações para manter a posição do Porto de Santos como o principal complexo portuário da América Latina.

Gigante histórico

O marco oficial da inauguração do Porto de Santos é 2 de fevereiro de 1892, quando a então Companhia Docas de Santos (CDS) entregou os primeiros 260 metros de cais na área, até hoje denominada, de Valongo. Naquela data, atracou no novo e moderno cais o vapor “Nasmith”, de bandeira inglesa.

Com a inauguração, iniciou-se também uma nova fase para a vida da cidade de Santos, pois os velhos trapiches e pontes fincados em terrenos lodosos foram substituídos por aterros e muralhas de pedra. Uma via férrea de bitola de 1,60 metro e novos armazéns para guarda de mercadorias compunham as obras do porto organizado.

Desde então, o Porto de Santos não parou de expandir, atravessando todos os ciclos de crescimento econômico do País, aparecimento e desaparecimento de tipos de carga, até chegar ao período atual de amplo uso dos contêineres. Em 1980, com o término do período legal de concessão da exploração do porto pela Companhia Docas de Santos, o Governo Federal criou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa de economia mista, de capital majoritário da União.

Allog no Porto de Santos

As exportações da Allog International Transport no Porto de Santos cresceram 14% em 2017 em comparação ao mesmo período do ano anterior. O índice de desempenho da empresa de logística internacional é praticamente igual aos 14,9% de aumento nas exportações realizadas no porto ao longo de todo o ano passado.

O movimento total geral do porto santista foi de 129.865.022 toneladas, com um crescimento de 14,1% na comparação com 2016. O aumento superou em 6,4% a estimativa inicial de janeiro de 2017, que apontava para uma movimentação total de 122.014.481 toneladas.

Entre os principais produtos movimentados pela Allog no Porto de Santos destacam-se os gêneros alimentícios, cerâmica, madeira, glicerina, produtos químicos, maquinários, peças e equipamentos. No porto, a exportação – que é responsável por 72,04% do movimento físico geral – foi impulsionada, principalmente, pelas altas de 79,8% do milho (14.280.349 toneladas), de 13,6% do chamado complexo soja ((21.733.202 toneladas), formado por grãos e farelos, e de 1,9% do açúcar (20.631.811 toneladas). Somente estas commodities representaram 60,6% do total exportado e 43,6% do movimento geral de cargas operadas pelo Porto de Santos em 2017.

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