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Redução na oferta de contêineres vazios desafia mercado exportador

10 de setembro de 2020

Com a redução no volume de importações no Brasil, em meio à pandemia e seus impactos sobre a economia global, os exportadores do país têm um desafio extra a ser vencido: a redução na oferta de contêineres vazios. O problema pode impactar nas exportações brasileiras, que atualmente estão em alta.

O aumento do volume das vendas externas em velocidade muito maior do que as importações provocou um desequilíbrio no fluxo dos contêineres para o Brasil. Com isso, os navios trazem menos equipamentos do que seria necessário para atender a demanda.

Felipe Schmidt, assistente de operações da Allog, explica que as companhias marítimas vêm enfrentando limitações logísticas. Isso porque parte dos equipamentos que foram enviados à China ficou com cargas paralisadas no país asiático em fevereiro. Desde então, ainda não retornaram ao Brasil. A expectativa é de que a situação da redução na oferta de contêineres vazios comece a mudar a partir deste mês, já que os armadores acabam de fazer o fretamento de um navio de unidades vazias para equilibrar a oferta e a procura.

Efeito cascata

A paralisação de cargas nos portos chineses foi uma medida de contenção de transmissão do novo coronavírus. “Em três semanas de paralisação das atividades portuárias já se registrava uma queda de aproximadamente 96% no movimento de contêineres, conforme matéria divulgado pelo portal Folha de Pernambuco, pontua Felipe. Os desembarques, segundo ele, chegaram a cair de 50 mil unidades/dia para 2 mil unidades/dia. Por consequência, operações em todo o mundo sofreram impactos. Os principais reflexos foram na distribuição local dos produtos importados e um efeito cascata também no Brasil.

redução na oferta de contêineres vazios

Para suprir a deficiência, armadores estão preenchendo espaços ociosos nas embarcações com contêineres vazios. Quem precisa deles, pode enfrentar filas e deixar a carga no chão por mais tempo do que o desejado. Em, último caso, até deixar de exportar.

Estratégias

Mas, o que é possível fazer, neste momento, para driblar a redução na oferta contêineres vazios? Por meio de um alinhamento contínuo com os armadores, a Allog trabalha diariamente para entender como está funcionando o controle de estoque e liberações diárias para priorizar os bookings do mercado. A estratégia é um acompanhamento bastante próximo ao armador. “A meta é oferecer a melhor solução para os clientes da empresa. Por isso, trabalhamos com parcerias fortes com todos os armadores. Dessa forma, nossos bookings ganham prioridade para liberações”, observa Felipe.

Com um incremento a mais da prontidão de carga, a Allog também vem buscando eliminar toda carga que possa não ser cumprida dentro dos prazos estabelecidos pelos armadores. “Desta forma, conseguimos eliminar junto ao armador tudo que estiver em excesso, causando um possível erro de cálculo, tanto para espaços nos navios quanto na reposição dos contêineres”, explica.

ENTENDA: Por que usar agente de cargas em operações internacionais?

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