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Falta de espaço no transporte marítimo: hora de rever o planejamento!

23 de agosto de 2017

As crises econômicas no sistema capitalista são cíclicas e trazem consequências nos mais diferentes segmentos econômicos. No transporte marítimo internacional o impacto é imediato e com consequências duradouras pois, além de afetar no volume transportado no presente, compromete o plano de investimento das companhias de transporte para o futuro, trazendo graves consequências de caráter estrutural na renovação de frota e de equipamentos.

A retomada na confiança e discreta recuperação na economia brasileira têm pressionado a oferta de transporte marítimo e muitas empresas começam a enfrentar problemas que há tempos não víamos no Brasil.

Overbooking é uma palavra bastante conhecida no transporte aéreo de passageiros e teve um grande impacto no transporte marítimo internacional no início do século XXI com as exportações brasileiras para os EUA, quando a oferta de espaço estava muito abaixo da demanda. Desde a grande crise em 2008, o fluxo de carga mundial apresentou significativas reduções e os investimentos das companhias de transporte foram cancelados, iniciando um ciclo de crise na indústria da navegação que culminou com a falência de grandes empresas e megafusões de outras.

Neste período de crise, o overbooking ficou completamente esquecido, mas tem ganhado força desde o final de 2016 com a retomada do volume de importação e o aquecimento nas exportações brasileiras. Mesmo com o agendamento antecipado de embarques, muitos exportadores não conseguem espaço nos navios e precisam esperar um novo agendamento para movimentar mercadorias, gerando perdas e atrasos.

Na importação, a falta de espaço se intensificou com o reaquecimento no final de 2016 e com consequências mais profundas percebidas a partir de fevereiro deste ano, com o incremento dos volumes embarcados pré feriado chinês.  Uma das alternativas para evitar a falta de espaço na importação tem sido embarcar em rotas via Europa, atendendo as demandas logísticas dos importadores brasileiros com um custo mais competitivo, porém com um tempo de trânsito maior que as rotas diretas da Ásia.

Na exportação, a situação tem se agravado nas operações destinadas ao Golfo do México (Houston/New Orleans), Caribe e Costa Leste dos EUA. A verdade é que a atual crise de escassez de espaço e de contêineres é mundial e não se resolve no curto prazo. Como saída para o problema, recomenda-se adotar uma estratégia de antecipação na programação de embarques. Neste desafio de controle e gestão do transporte internacional é crescente a utilização do agente de carga, pois, desta maneira, a empresa exportadora/importadora terceiriza uma etapa do processo, reduzindo o custo fixo e ganhando no expertise, uma vez que este possibilita um ganho na qualidade da informação (existem agentes que oferecem 3º turno para superar o desafio do fuso horário), na gestão da cadeia logística e na redução do custo operacional em função dos volumes negociados com os vários armadores.

De forma estratégica a utilização do agente de carga assegura a participação de profissionais especializados na gestão do transporte marítimo, propiciando excelência e qualidade na condução dos embarques de modo a superar os desafios que a logística apresenta aos exportadores e importadores brasileiros.


Artigo produzido por:
Rodrigo Viti, Gerente de Vendas da Allog.

 

 

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