28 de janeiro: Dia do Comércio Exterior

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O comércio exterior brasileiro segue com inúmeras e gradativas mudanças. No entanto, passados 210 anos das aberturas dos portos por D. Joao VI, em 28 de janeiro de 1808, o país nunca alcançou um papel de destaque no cenário econômico mundial. A data se tornou uma referência para o comércio internacional verde e amarelo e hoje é comemorada como a do Comércio Exterior.

O decreto de abertura dos portos permitia que estrangeiros exportassem produtos coloniais (açúcar, algodão, tabaco), com exceção do pau-brasil, e importassem mercadorias europeias, especialmente inglesas. Na época, estas transformações foram responsáveis por alterar as relações importação/exportação no Brasil, bem como por modificar a matriz de produtos movimentados.

Hoje a economia é mais complexa e diversificada, apresentando exportações de produtos industrializados e processados (semimanufaturados), calçados, suco de laranja, tecidos, combustíveis, bebidas, alimentos industrializados, caldeiras, armamentos, produtos químicos, veículos de todo tamanho e suas respectivas peças de reposição e aviões, entre outros.

Mesmo assim, a principal característica do Brasil é de exportador de bens primários e matérias-primas. Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2016, a participação do Brasil no comércio foi de apenas 1,1% das exportações e importações globais. E vem caindo a cada ano. Em 2011, era de 1,4%.

A falta de acordos internacionais e o foco nas relações com países da América Latina foram uma aposta do governo brasileiro nos últimos 20 anos que deu errada, segundo analisa o professor Edgard Monforte Merlo, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (Fearp) da USP. Durante a época colonial, imperial e boa parte do Brasil República, nossa pauta de exportações era bastante limitada. Basicamente, exportávamos produtos primários, como açúcar, ouro e café e importávamos produtos manufaturados. Foi somente a partir da década de 1930 que o Brasil começou a mudar sua matriz de exportação.

A partir da década de 1990, com o processo de abertura econômica e, com ainda mais força, a partir de 1994, com o Plano Real, o Brasil experimentou um aumento em seu déficit comercial. Foi somente a partir de 2001, a balança comercial brasileira começou a apresentar superávits. O câmbio teve grande relação com estes números, visto que neste período foi adotado o câmbio flutuante, que desvalorizou o real perante o dólar, aumentando o volume de exportações brasileiras. Nosso país tornou-se um Global Trader, isto é, passou a negociar com todo o mundo, aumentando a área de alcance de suas mercadorias.

O país continua ainda bastante dependente da exportação de produtos primários, os chamados commodities, como minério de ferro e soja. Estes produtos apresentam baixo valor agregado, isto é, rendem pouco por tonelada produzida. Exemplificando, países com alto grau de tecnologia e desenvolvimento podem exportar uma tonelada de material eletrônico por um valor de US$ 1 mil até US$ 2 mil. Enquanto isso, a mesma uma tonelada de soja brasileira rende pouco mais de US$ 200.

Apesar dos produtos manufaturados já serem maioria da pauta de exportações brasileiras, a maioria deles ainda se restringem a produtos com baixíssimo grau de processamento, como soja triturada ou suco de laranja. O Brasil, assim, tem grande dificuldade de agregar valor aos seus produtos.

Para ganhar competitividade, o Brasil precisa investir mais em educação – o que melhoraria a nossa força de trabalho – infraestrutura e logística. Além de melhorar portos, aeroportos e estradas, a indústria brasileira precisa de investimentos em maquinário e software. E, ainda, de ações capazes de diminuir burocracia e custos.

 

28 de janeiro: Dia do Comércio Exterior #Allog International Transport

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