Quando um vagão socador de mais de 54 toneladas precisou cruzar o mundo para chegar da Índia ao Brasil, em uma logística complexa, não havia espaço para erros. A operação, que envolveu engenharia logística de ponta, decisões rápidas e articulações internacionais, é mais um exemplo de como o transporte de cargas projeto pode ser desafiador e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para empresas preparadas.
Neste caso, quem assumiu o leme foi nosso time aqui na Allog. Ramiro Colsani, nosso gerente de Cargas Projeto, explica que o projeto começou com um pedido urgente do cliente, que, diante do impasse com o parceiro anterior, precisava de uma solução ágil e segura.
“Eles nos procuraram confiando que poderíamos não apenas assumir a missão, mas cumpri-la dentro do prazo apertado. E foi isso que fizemos, uma logística complexa”, conta Ramiro.
O equipamento: um desafio logístico
O equipamento em questão era uma Socadora Universal de Lastro modelo CompactFlex 1X/SH, um colosso metálico de 16,84 metros de comprimento, quase 3 metros de largura e 3,73 metros de altura. Tinha também uma caixa de acessórios com quase uma tonelada. Um quebra-cabeça logístico impossível de encaixar em contêineres convencionais.
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Nosso time aqui na Allog avaliou duas rotas possíveis. A primeira foi o embarque em navios Ro-Ro, com uso de plataformas Mafi, e a segunda, a modalidade Breakbulk, que permite o transporte de peças fora do padrão em navios de contêiner. A segunda opção se mostrou mais vantajosa, tanto em custo quanto em tempo, além de garantir mais segurança ao equipamento.

Passo seguinte: a negociação com o armador
Com a rota definida, a negociação com a armador MSC foi o passo seguinte. “Conseguimos ajustar a operação junto ao armador, inclusive com a troca do porto de transbordo, para equilibrar o custo final e garantir o tempo de trânsito necessário”, explica Ramiro. Uma prova de que, em logística complexa internacional, conexões valem tanto quanto técnica.
Mesmo com o embarque sob o termo FOB, que transfere ao exportador a responsabilidade pela preparação da carga, entramos em ação. Nosso time de carga projeto atuou diretamente com o agente local na Ásia, orientando desde a embalagem até o manuseio ideal. O embarque direto do caminhão ao porão do navio exigiu precisão cirúrgica na coordenação entre o transportador rodoviário e o armador. Isso evitou custos com diárias e atrasos que comprometeriam a entrega.
O vagão foi fixado sobre camas de Flat Rack posicionadas no porão do navio e recebeu amarrações reforçadas, todas acompanhadas por um técnico especializado contratado por nós.
Transbordo em Portugal
A jornada teve início no movimentado porto de Nhava Sheva, na Índia. Após, houve um transbordo meticulosamente planejado em Sines, Portugal, onde a equipe também recebeu imagens e relatório da movimentação. Até o destino final o porto de Santos, no Brasil, foram 48 dias de trânsito que sintetizam meses de preparo, estratégia e sinergia internacional.

Mais do que uma entrega bem-sucedida, a operação representa uma porta que se abre para novos negócios. “Há um fluxo constante de equipamentos ferroviários vindo da Ásia para o Brasil. Projetos como esse demonstram nossa capacidade e colocam a Allog em posição estratégica nesse segmento”, afirma Ramiro.
Para importadores que lidam com cargas superdimensionadas, Ramiro lembra que contamos com um time globalmente conectado e especializado em cargas projeto. “A companhia oferece suporte integral, da fábrica à entrega final, com soluções sob medida, adaptadas a cada desafio, seja de tempo, orçamento ou complexidade técnica”, completa.


