Exportações de glicerina brasileira alavancam mercado de cargas líquidas

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O Brasil exportou 43,4 mil toneladas de glicerina em outubro, conforme dados do Ministério da Economia. O volume de exportações de glicerina é o segundo melhor desempenho do setor do ano, atrás apenas do mês de agosto, quando foram exportadas 52,2 mil toneladas. Em 2019, o país produziu 494,6 mil metros cúbicos de glicerina como subproduto da produção de biodiesel (B100), 12,3% a mais que em 2018. A maior geração de glicerina ocorreu na Região Centro-Oeste (40,6% do total), seguida das regiões Sul (39,8%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8%) e Norte (2,7%).

exportações de glicerina

As exportações de glicerina ajudam a alavancar o mercado brasileiro de carga líquida conteinerizada, que tem apresentado bom desempenho nos últimos anos, explica João Fróes, gerente de cargas líquidas da Allog.  O setor de cargas líquidas conta também com os destaques dos óleos de soja, milho e amendoim. Juntos, eles desempenham papel fundamental na pauta de exportações do país.

Fróes lembra que a legislação nacional não permite a importação de vinho a granel. No passado, no entanto, devido a incentivos do governo (PEP – Plano de Escoamento de Produto), o Brasil exportou grandes volumes da bebida, tendo a Rússia como o principal mercado comprador. Atualmente, por falta de políticas específicas, a exportação de vinho brasileiro ocorre apenas para produtos já engarrafados.

Venda para a China

Atualmente, 60% da exportação de carga líquida conteinerizada que a Allog realiza tem como destino o continente asiático. A China é o principal comprador. A expectativa para todo o ano de 2020 é aumentar em pelo menos 30% o volume movimentado na comparação com o ano passado. Os portos de maior movimentação de carga líquida no Brasil são Rio Grande (RS), Paranaguá (PR), Santos (SP) e Salvador (BA).

CONFIRA AINDA: As 7 vantagens de exportar com flexitanks

Como parte da estratégia de expandir a gama de serviços para embarques em contêineres, a Allog criou, há dois anos, um departamento dedicado ao transporte de cargas a granel em flexitanks e isotanks. Sendo assim, a intenção foi direcionar o atendimento a este tipo de produto, passando a ofertar a logística integrada. “A empresa sempre teve uma participação expressiva no segmento de cargas líquidas, principalmente com grande competitividade nos fretes para as exportações de glicerina em isotanks e flexitanks”, destaca Fróes.

Estrutura

A empresa possui importação própria de equipamentos flexitanks, contratos exclusivos com operadores de isotanks e mantém operações na costa brasileira desde Salvador (BA) até Rio Grande (RS). Nestes portos, possui equipamentos posicionados para atendimento imediato, estrutura de terminal para armazenagem, movimentação e transbordo de carga, bem como transporte rodoviário para atendimento porta a porto. “A Allog possui unidades próprias e pessoal treinado neste tipo de operação. Além de flexitanks e isotanks, a empresa também é especialista em cargas transportadas em tambores e IBC´s”, acrescenta João.

Mercado global de flexitanks deve crescer 14% ao ano até 2026

As soluções logísticas integradas crescem acompanhando a velocidades das transações e a otimização de custos e recursos. “As empresas buscam parceiros que entendam da complexidade de seus negócios. E também que consigam suprir a necessidade de atendimento na cadeia logística”, resume. Além disso, segundo João Fróes, o mercado busca concentrar o atendimento em empresas especializadas que consigam atender à necessidade de forma global, reunindo toda a operação em um único parceiro.

Diferença entre flexitanks e isotanks

Flexitanks são equipamentos descartáveis, de viagem única, e instalados dentro de um contêiner 20`DRY. Sua principal vantagem é a disponibilidade, pois não depende de oferta e demanda de cada origem e destino. Também é livre de contaminação por ser uma embalagem virgem, aberta apenas no momento de sua utilização.

Já os isotanks são tanques cilíndricos, retornáveis e sua disponibilidade e custos dependem da oferta e demanda de cada região. Atualmente, ambos os equipamentos dividem o volume exportado pelo Brasil.

A Allog possui importação própria de equipamentos flexitanks. Além da competitividade comercial, a disponibilidade imediata é, sem dúvida, uma das vantagens de operar com a empresa de logística internacional. “Possuímos contratos extremamente competitivos com as companhias de leasing de isotanks. O cliente encontra na Allog um pacote de serviços logísticos que inclui desde o fornecimento da embalagem, passando pelos serviços de transporte terrestre e marítimo, bem como a estrutura completa de terminal”, finaliza João.

Quer saber mais sobre a logística de cargas líquidas e o uso de isotank e flexitank?

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