Vinhos do leste europeu: cresce importação e mercado para o Brasil

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Ofuscados por mercados mais conhecidos de outras regiões do mundo ou desprezados por diferentes motivos geopolíticos e econômicos, vinhos do leste europeu começam a despontar como novidade nas gôndolas de supermercados e casas especializadas e incrementam a pauta de importação da bebida. Para apreciadores que procuram diferentes sabores e uvas, a Europa Oriental é uma das novas fronteiras quando se fala em vinhos.

vinhos do leste europeu

O vinho tem se tornado uma bebida mais acessível ao brasileiro, com informação disponível em sites, plataformas de vendas e mídias sociais, que trazem a oportunidade de se aventurar por novas uvas e sair do óbvio. A busca por novos sabores, experiências e harmonização, bem como a abertura de diversos clubes de vinho, impulsionam a importação da bebida de outros países além de Portugal, Itália, França, Argentina, Chile e Uruguai.

Importação de vinhos do leste europeu

Desde 2021, o Grupo Allog vem contribuindo para a importação de vinhos do leste europeu. Isso inclui países como Ucrânia, Romênia, Líbano, Macedônia, Croácia, República Tcheca e Rússia para o mercado brasileiro. Neste ano, a relação de países com exportação de vinhos para o Brasil fora da rota dos tradicionais inclui também o Marrocos e a África do Sul, do continente africano; Turquia, da Euro-Asia; e Moldávia, do Leste Europeu.

“A representatividade em volume ainda é baixa perante ao total de garrafas importadas. No entanto, é interessante perceber o aumento e diversificação de países.”, avalia Tatiana Piazza, analista de desenvolvimento de mercado do Grupo Allog.

Em busca de novos horizontes

Conforme Tatiana, o Oriente Médio, a África e a Ásia, no entanto, dominam as estatísticas de países exóticos que a companhia movimenta vinhos. “E é curioso observar o anseio destas regiões pelo crescimento das vendas. Vemos, por exemplo, a ação de associações internacionais como a Asian Wines Association, que é uma aliança de produtores asiáticos de vinho que se uniram buscando a democratização e divulgação dos vinhos de produtores indianos, tailandeses, indonésios e japoneses”, diz.

Um fato interessante é a diversificação de uvas plantadas no mercado indiano. Castas como a Chenin Blanc, Cabernet Sauvignon, Shiraz, Nero d’Avola, Sangiovese, Malbec e Zinfandel ganham espaço a cada dia.

Foco no mercado de vinhos

A Allog conta com uma equipe especializada na importação de vinhos visando fornecer maior segurança, competitividade e know how para auxiliar o mercado na consolidação de pedidos de diversas regiões do mundo. Muitas vezes, os importadores não possuem grandes quantidades para trazer de países como Eslovênia, Hungria, República Tcheca.

“Sendo assim, estudamos a melhor logística para consolidar com pedidos que os importadores possam ter de outros países em que há maior demanda, como França e Itália, e consolidamos em nosso armazém na origem vinhos de diversos países, otimizando espaço, custo e tempo”, explica Tatiana.

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Em relação ao mercado do vinho na totalidade, 2020 e 2021 foram anos históricos em que houve um aumento expressivo do consumo e importação de vinhos no Brasil. Esse aumento, segundo a profissional do Grupo Allog, muito se deu por conta do lockdown e a situação pandêmica em que as pessoas evitaram sair para tomar um vinho e criaram o hábito de consumi-los em suas casas.

Para a especialista, este hábito veio para ficar, porém, com a queda nos números relacionado à pandemia e a abertura dos bares e restaurantes em todas as regiões do país, as pessoas voltaram a sair, impactando diretamente nos números de encomendas de vinhos para consumo em casa. “Ao mesmo tempo, estes dois anos trouxe à população a vontade de descobrir novos sabores, aromas e se aventurar mais no mundo do vinho, buscando por vinhos de regiões e países menos comuns, como Ucrânia, Romênia, Líbano, Macedônia, Georgia, Rússia”, conclui.

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