25 anos da Allog: uma história construída por coragem e pessoas

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Um olhar para o passado, o presente e o futuro da empresa. No terceiro e último dia da 10ª Semana Cultural Allog, os colaboradores foram convidados a observar a trajetória do Grupo Allog pela narrativa de quem ajudou a construí-la desde o início. Em um painel especial, os fundadores Alex Oliveira e Luciana Adamis compartilharam lembranças, decisões e os principais marcos de uma trajetória que começou em 2001 e comemora, em 2026, 25 anos da Allog.

Mais do que uma retrospectiva, o encontro foi uma conversa sobre escolhas. Sobre coragem para começar, disposição para mudar de rota e, principalmente, sobre as pessoas que fizeram parte dessa história e que se confunde com a história de seus fundadores.

Luciana contou sua trajetória desde Porto Alegre, a mudança para Santa Catarina em 1998 e a construção de uma vida que uniu carreira, família e empreendedorismo. Em 2001, enquanto vivia a chegada do primeiro filho, Arthur, nasceu também a Allog. “Os sonhos vão sendo realizados e outros sonhos vão sendo criados”, resumiu Luciana, ao citar as diferentes fases da vida.

Decisões que transformaram

Alex, por sua vez, conduziu os colaboradores por uma linha do tempo marcada por decisões que transformaram a empresa. Da abertura da Allog, em 2001, passando por sua caminhada na Allink, até 2007; pela estruturação do primeiro setor de Recursos Humanos, em 2010; pela profissionalização da gestão e pelas mudanças de sede, a empresa foi ampliando sua visão de futuro.

Vieram depois novos ciclos de planejamento estratégico, governança, sucessão, investimentos em conhecimento e, há 3 anos, movimentos de expansão com a compra de parte da FTrade e Fortallog.

Entre os maiores desafios nos 25 anos da Allog, Alex destacou a necessidade de crescer sem perder a essência e profissionalizar sem criar burocracia. Além disso, tomar decisões mesmo quando nem todas as informações estavam disponíveis. “Mas, acima de tudo, nenhuma transformação teria sido possível sem as pessoas”, disse.

O painel do terceiro dia da Semana Cultural foi finalizado com um bate-papo com diretores da Allog. Eles responderam a perguntas da equipe sobre estratégia, crescimento, gestão, pessoas e os desafios do setor de comércio exterior. Confira alguns dos destaques da conversa:

Como a Allog define metas e toma decisões diante de um cenário marcado por insegurança jurídica, mudanças tributárias e instabilidades geopolíticas que impactam rotas, custos e contratos?

Anderson Venancio (CEO): Em um ambiente de negócios dinâmico como o comércio exterior, a tomada de decisão combina experiência, conhecimento do mercado e capacidade de avaliar diferentes cenários. Ao longo de 25 anos da Allog, construímos uma experiência que nos permite identificar oportunidades e antecipar riscos. Mesmo diante de situações em que nem todas as variáveis estão sob nosso controle. Também é importante ter abertura para testar, aprender e corrigir a rota quando necessário. Faz parte de uma gestão que busca equilíbrio entre segurança e visão de longo prazo.

Semana Cultural - Allog 25 anos

Qual é a principal vantagem competitiva da Allog em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo?

Rodrigo Hauck (Diretor de Operações e Financeiro): Nossa principal vantagem competitiva está na capacidade de compreender profundamente as necessidades dos clientes e transformar essa proximidade em soluções. O comércio exterior é um setor dinâmico, sujeito a mudanças constantes, e exige agilidade para responder aos desafios. Por isso, manter uma relação próxima com o cliente, entender seu negócio e antecipar suas necessidades é essencial.

Quais competências são importantes para lidar com os desafios da gestão financeira e tomada de decisão no ambiente empresarial?

Andreia Oliveira (Gerente Administrativo Financeiro): Gestão também exige equilíbrio e capacidade de manter a clareza diante de desafios. Cuidar da saúde física e mental, manter uma rotina que favoreça qualidade de vida e buscar espaços de reflexão são atitudes que contribuem para decisões mais conscientes. Além disso, a troca de experiências com outros profissionais e a construção de uma rede de relacionamento no setor ampliam perspectivas e ajudam a encontrar novos caminhinhos.

Semana Cultural - Allog 25 anos

Quais são as perspectivas de crescimento da Allog para os próximos anos? Existe a possibilidade de abertura de capital?

Rodrigo Viti (Diretor Comercial e de Marketing): A abertura de capital não faz parte, neste momento, das discussões estratégicas da empresa. Nosso foco nos 25 anos da Allog continua concentrado no fortalecimento do agenciamento de cargas, atividade que está no centro da nossa expertise. Ao mesmo tempo, avaliamos oportunidades de ampliar nossa atuação por meio de serviços complementares e que tenham conexão estratégica com o agenciamento. O crescimento seguirá acontecendo de forma estruturada.

Qual foi a motivação estratégica para a aquisição de participação na FTrade e na Fortallog?

Anderson Venancio (CEO): A decisão esteve relacionada à estratégia de diversificação e fortalecimento da nossa atuação em segmentos nos quais identificávamos oportunidades de crescimento. Naquele momento, buscávamos ampliar nossa presença na movimentação de cargas reefer e fortalecer nossa atuação na região Nordeste. A integração da FTrade e da Fortallog ao Grupo Allog permitiu combinar competências e ampliar nossa presença geográfica. Foi um movimento importante dentro da estratégia de expansão do grupo.

Quais competências são essenciais para um profissional de comércio exterior e quais comportamentos contribuem para o desenvolvimento de uma carreira de liderança?

Eduardo Meira (sócio): Curiosidade, capacidade de aprendizado contínuo, autonomia e conhecimento profundo do cliente são competências cada vez mais importantes. O profissional precisa estar disposto a se desenvolver e compreender como seu trabalho gera valor para a empresa e para o mercado. Com o avanço da Inteligência Artificial e das novas tecnologias, essa reflexão se torna ainda mais necessária: precisamos entender o que podemos fazer de diferente, quais competências humanas devemos fortalecer e como podemos continuar contribuindo de maneira relevante. O protagonismo profissional não depende de ocupar uma posição de liderança. Cada pessoa é responsável por conduzir o desenvolvimento da própria carreira e buscar novas formas de gerar valor em sua trajetória.

 

 

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