Chiara Pasqualini: um caso de amor com o Comércio Exterior

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Costumo dizer que eu escolhi o comércio exterior e ele me escolheu, em uma relação de amor mútuo. Minha trajetória na área começou cedo, aos 18 anos, no meu primeiro emprego. Como eu estava finalizando o curso técnico em comércio exterior e já tinha um bom conhecimento em inglês, comecei a auxiliar nos processos de importação da empresa onde atuava. Entrava em contato com os fornecedores da Ásia, auxiliava na correção dos documentos de embarque e no fechamento de câmbio de importação.

Cheguei a iniciar a faculdade de Direito, mas logo vi que não era para mim e mudei a graduação para Comércio Exterior. Sempre estive ativa na área de logística internacional. Trabalhei na indústria por quase seis anos, principalmente em operações de exportação e importação. Também fiz parte do desenvolvimento de fornecedores internacionais, drawback, operações de regimes aduaneiros especiais e operações de câmbio.

Chiara Pasqualini

O setor me abriu muitas portas. Conheci pessoas de diferentes nacionalidades, com diferentes experiências no mercado. Muitas delas são, até hoje, inspiração para a minha carreira. Atualmente, sou analista de Relacionamento da Allog, onde atuo no setor de importação marítima.

O comércio exterior é um segmento volátil e dinâmico. Acredito que o momento que vivenciamos agora (de pandemia) é um grande desafio adicional ao nosso segmento ao lidar com a situação humanitária e econômica dos países. Isso inclui oscilação do mercado (lei de oferta e demanda) que impacta na disponibilidade de contêineres, na variação de preços/câmbio, entre outros fatores externos.

Minha paixão é multimodal. Hoje trabalho no transporte marítimo (importação), mas também já trabalhei com aéreo e rodoviário em exportação. O dia a dia da logística internacional é dinâmico e inclui desde os parceiros de origem e destino ao contato com o cliente final. Cada dia é diferente, um novo desafio a ser concluído.

É por isso mesmo que o sucesso é algo muito particular. Visualizo a carreira de sucesso totalmente ligada à felicidade em atuar na minha profissão. Representa o propósito na carreira. Enxergo o agenciamento como um setor inovador, jovem, que reduz distâncias e aproxima pessoas e cargas ao redor do mundo.

Presença feminina no Comex

Na universidade, a turma de Comércio Exterior era bem equilibrada entre homens e mulheres. Dentro da Allog, a participação de colaboradoras na empresa é maior que a presença dos homens. Acredito que depende muito do nicho no Comércio Exterior. Na época que trabalhei na indústria de fundição e usinagem, o número de mulheres era bem menor que a dos homens.

>>> Confira também perfil de Patricia Petean, gerente de vendas de cargas do Grupo AFKLM.

Dificuldades são encontradas sim, mas como nos posicionamos em frente a elas é que faz toda a diferença. Alguns países ainda são resistentes em fazer negociações com mulheres. São pedras a serem lapidadas. Tivemos uma caminhada longa para chegar onde chegamos e muitas provações. Hoje sinto que devemos muito às gerações passadas de mulheres no mercado de trabalho, e que ainda temos muito o que fazer pela nossa e as futuras gerações sem polarizar nenhuma área de atuação.

Chiara Pasqualini

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