Glicerina: uso do produto ganha versatilidade e amplia mercados

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Que o Brasil é um grande exportador de matéria-prima, ninguém discorda. No embalo das vendas externas do país, há um segmento econômico cujos negócios estão indo muito bem: a glicerina.

Coproduto da produção de biodiesel, a glicerina ganhou versatilidade e “status” diferenciado com a descoberta de novas aplicações, cada vez mais nobres.  João Fróes, gerente de carga líquida da Allog, explica que a glicerina que sai do Brasil em abundância pode voltar ao país na composição de produtos acabados de diferentes segmentos industriais.

glicerina

Um exemplo é a presença de glicerina refinada na composição de creme dental, tão comum no nosso dia a dia. Ela também está incorporada no álcool em gel, outro produto industrializado que virou item de uso obrigatório na higienização das mãos em tempos de pandemia.

Uso abrangente

Fróes relata que, por se tratar de um produto extremamente abrangente, é utilizado por diferentes segmentos da indústria como na química, alimentícia e farmacêutica. “Podemos encontrar glicerina até em chocolates e tintas automotivas”, detalha.

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No Brasil, um dos usos da glicerina é para a produção de polipropileno (PP). Esse plástico é amplamente utilizado em automóveis, eletrodomésticos, seringas descartáveis, fraldas, embalagens para alimentos e produtos de limpeza.

Crescimento na exportação

Entre 2019 e 2020, a participação da Allog na movimentação de glicerina cresceu 110%. Atualmente, 60% da exportação de carga líquida conteinerizada que a Allog realiza tem como destino o continente asiático. A China é o principal comprador. Os portos de maior movimentação de carga líquida no Brasil são Rio Grande (RS), Paranaguá (PR), Santos (SP) e Salvador (BA).

LEIA TAMBÉM: Exportações de glicerina brasileira alavancam mercado de cargas líquidas.

Com o aquecimento gradual da economia, o consumo interno de combustível começa a retomar a níveis pré-pandemia. “Portanto, a produção de biodiesel acompanha esta retomada”, destaca Fróes. Por ser um coproduto, a glicerina continuará sendo produzida em larga escala. Isso representa uma média de 80% de sua produção voltada para a exportação.

Por se tratar de um produto líquido, a glicerina requer cuidados especiais na logística. Seja no acondicionamento correto ou nos cuidados com o transporte porta a porta. “É muito importante que, na hora de exportar, uma empresa especializada no assunto seja procurada”, pontua João Fróes. A Allog possui um departamento dedicado para operações com cargas líquidas e ampla expertise neste tipo de negócio.

Produção em crescimento

Glicerina é um coproduto do biodiesel e, no Brasil, a adição de biodiesel na composição do diesel fóssil é regulamentada pela Lei Federal N° 11.097/2005.  Em 2005, quando o programa nacional do biodiesel foi implementado, o percentual de mistura deveria ser de 2%. Atualmente, este índice subiu para 13% devendo chegar a 15% até o ano de 2023. Quanto maior a mistura obrigatória, maior será a produção de biodiesel em território nacional e, consequentemente, maior será a produção de glicerina no país.

* Artigo produzido com a colaboração de João Fróes, gerente de cargas líquidas da Allog.

Quer saber ainda mais sobre exportação de glicerina e outras cargas líquidas?

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