Como uma caixa de aço mudou o mundo

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O transporte de contêineres sustenta a economia global, movendo US$ 4 trilhões em mercadorias por ano, incluindo itens como roupas, eletrônicos, alimentos e máquinas pesadas.

Mas, como chegamos até aqui?

A ideia desenvolvida em meados do século 20 que revolucionou a indústria, impulsionou a globalização e mudou o mundo é contada em detalhes no vídeo (em inglês) produzido pelo Wall Street Journal, que também faz um apanhado da história da navegação mundial desde os primeiros navegadores.

No vídeo, o jornal mostra que o contêiner foi desenvolvido por Malcom Purcell McLean (14/11/1913–25/05/2001) (nascido Malcolm, mas que, posteriormente, trocou o primeiro nome e ficou conhecido simplesmente por Malcom McLean, também pai do contêiner). No dia 26 de abril de 1956, o navio tanque “Ideal X” navegou com 58 contêineres no seu convés adaptado para tal. Em junho do mesmo ano, o Ideal X foi acompanhado pelo navio “Maxton”, já com 62 contêineres, no serviço de cabotagem norte-americana, do armador Pan-Atlantic Steamship Company, empresa marítima adquirida por McLean em 1955.

Em outubro de 1957, surgiu o primeiro navio porta-contêiner da história, o “Gateway City”, para o transporte de 226 unidades de 35 pés. Um ano depois, McLean inaugurou sua linha entre os Estados Unidos e Puerto Rico com o navio “Fairland”. Em 1960, mudou o nome da empresa de Pan-Atlantic para Sea-Land Service, Inc. Em 1961 a empresa dava lucros e ele comprou navios maiores. Em 1966 foi iniciado um serviço com os portos de Rotterdam e Bremen, na Europa, e em 1968, com o Extremo Oriente, expandidos para Hong Kong e Taiwan, em 1969, e para Singapura, Tailândia e Filipinas, em 1971.

Além de fazer um apanhado geral sobre a história da navegação, como por exemplo, a construção e ampliação do Canal do Panamá, o vídeo traz também algumas curiosidades como informações sobre o portas-contêiner Triple–E, do armador Maersk. Com 400 metros de comprimento, o navio, se colocado de pé, seria maior que o Empire State Building (que tem 381 metros até o telhado, sem contar a antena). Além disso, conforme o vídeo, a medida que a indústria de transporte de contêineres continua a crescer, as empresas estão adotando novas tecnologias para mover a carga mais rapidamente e até se preparando para utilizar navios sem tripulação. Também mostra que, no futuro, a tendência é que menos embarcações vão ficar em cima d’água.

Os pontos de vista dos autores expressos neste vídeo, no entanto, não refletem necessariamente a opinião da Allog International Transport. As informações contidas constituem dados apresentados pelo jornal e não constituem nenhuma orientação ou recomendação específica a ser seguida pelo leitor.

 

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