Drones diversificam a pauta de importação brasileira

Compartilhe esse artigo

Um novo item tem ganhando destaque na pauta de importação brasileira: os veículos aéreos não tripulados (Vants) ou simplesmente drones. Em 2016, o mercado nacional de drones começou o ano com uma estimativa de faturamento potencial de R$ 200 milhões ao longo de 12 meses, conforme avaliação do fórum DroneShow. Apesar de ficar um pouco abaixo do esperado, o setor se desenvolveu e não parou. As operações de aeronaves não tripuladas (de uso recreativo, corporativo, comercial ou experimental) devem seguir as regras da ANAC, que são complementares aos normativos de outros órgãos públicos como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).

A área de importação da agente de cargas Allog International Transport, por exemplo, projeta alta no crescimento na importação de drones em 2018. O mercado está aquecido. “Os drones estão criando a oportunidade para o desenvolvimento de um novo mercado de negócios. Isso certamente está colaborando para aumentar a importação”, acredita Carlos Alexandre Souza, coordenador comercial da Allog, empresa agente de cargas. As operações deste tipo de carga na Allog começaram este ano.

Atualmente, a presença dos drones multimotores na cobertura de eventos e nas produções cinematográficas não é mais novidade e já podem ser consideradas ferramentas indispensáveis nessas áreas. Os drones do tipo asa fixa, voltados para serviços de aerofotogrametria, ganham espaço num ritmo semelhante. As empresas de topografia são consumidores consolidados da tecnologia.

Em trabalhos de cadastramento urbano, por exemplo, o drone oferece uma agilidade muito maior do que os métodos convencionais. Um trabalho que levaria 4 dias e precisaria de 3 pessoas envolvidas pode facilmente ser feito em cerca de 3 horas com um modelo de drone, que realizaria todo o trabalho com apenas 1 operador (sendo 30 minutos de voo e o restante para processamento dos dados).

O setor de mineração também trabalha frequentemente o drone, pois oferece maior segurança na coleta de dados dentro das minas, excluindo a necessidade de pessoas em áreas de risco. Os drones também estão sendo usados para pesca profissional de atum, construtoras, uso agrícola e turismo.


Artigo produzido por:
Carlos Alexandre Souza, Coordenador Comercial  da Allog.
 

Veja também:

Operações logísticas de importação de medicamentos crescem 37% na Allog

Drones

Mais artigos

Blog

Longevidade do Brunello di Montalcino

Brunello di Montalcino são vinhos que duram por muitas décadas – às vezes, séculos. Em 1970, o 1888 Biondi Santi foi aberto e provado e o consenso dos degustadores era de que se tratava de vinho elegante, fresco e cheio de vibração. Os vinhos da Biondi Santi são envelhecidos em grandes barris de carvalho eslavo,

exportação de madeira
Geral

Exportação de madeira para os Estados Unidos cresce no primeiro semestre de 2024

O setor de exportação de madeira para os Estados Unidos vive um momento de retomada, impulsionado pelo aumento da demanda no mercado americano. No primeiro semestre de 2024, as exportações brasileiras para o país registraram o embarque de 56.185 TEUs do produto. Trata-se de um crescimento de 17,11% em comparação ao mesmo período do ano

Rolar para cima