Exportações de barcos de lazer retomam desempenho

Compartilhe esse artigo

destaque embarque barcos 01

Os estaleiros brasileiros focados em embarcações de lazer que cresceram nos últimos anos recomeçaram a exportar. Na primeira quinzena de julho, duas embarcações de 30 pés fabricados em Santa Catarina serão oficialmente entregues em Port Everglades, nos Estados Unidos. O embarque faz parte de um lote de quatro embarcações, que serão movimentadas ao longo do mês. O país está entre as rotas dos negócios do setor. A movimentação das embarcações – que exige logística diferenciada – está sendo realizada em Navegantes (SC) pela Allog International Transport, empresa que detém experiência na operação deste tipo de carga.

A exportação de embarcações de lazer sofreu retração com a crise de 2008.  No Brasil, a valorização do real frente ao dólar também afetou o mercado nos últimos anos, fazendo com que os estaleiros se voltassem para o mercado náutico nacional. Atualmente o mercado internacional está novamente aquecido com o real desvalorizado. A combinação destes dois fatores faz com que as embarcações feitas no Brasil cheguem no mercado externo com valores competitivos. “Dessa forma a demanda pelo produto brasileiro está crescendo lá fora, aumentando os volumes de exportação”, diz Thiago Silveira, encarregado pela Divisão de Cargas Projetos da Allog.

Entre 2015 e 2016, por exemplo, a exportação de embarcações de lazer na Allog cresceu 40%. Os iates foram embarcados em contêineres flat rack de 40 pés, destinados à movimentação das chamadas “cargas projeto”. Neste tipo de operação, a peação da carga é feita especialmente para embarcações, garantindo que a mercadoria chegue ao destino em segurança.

Critérios

A movimentação de barcos de lazer precisa ser extremamente criteriosa. É necessário identificar os melhores serviços marítimos e rotas, e avaliar os terminais que possuem a melhor infraestrutura e know-how para içamentos. Além disso, é importante obedecer as regras de legislação fitossanitária – principalmente quando utilizado madeira nos berços -, realizar a coordenação dos agentes envolvidos e ter conhecimento sobre peação, responsável pela segurança da embarcação durante os movimentos de içamento e  travessia marítima.

userArtigo produzido por:
Thiago Silveira, encarregado pela Divisão de Cargas Projetos da Allog.

Mais artigos

CE Mercante: entenda o Conhecimento de Embarque das cargas

Entre as diferentes obrigatoriedades que envolvem as operações marítimas de Comércio Exterior no Brasil está o lançamento do Conhecimento de Embarque (CE Mercante) para cargas transportadas por navios. Instituído pela Portaria nº 328/ 2001 do antigo Ministério dos Transportes, o CE Mercante é um número gerado pelo Sistema Eletrônico de Controle da Arrecadação do Adicional

Hub Ports para o Brasil: será?

Termo bastante comum no universo do comércio exterior, hub port consiste em um porto concentrador de cargas e de linhas de navegação. O termo decorre das estratégias de aumentar o tamanho dos navios, concentrar rotas e reduzir o número de escalas adotadas pelas principais companhias marítimas, notadamente a partir dos anos 1990. Responsáveis por receber

Rolar para cima
Previous
Next