Exportações de máquinas e equipamentos somam US$ 705 milhões em maio, segundo a Abimaq

Compartilhe esse artigo

Brasília – As exportações brasileiras de máquinas e equipamentos registraram crescimento de 12,3% em maio comparativamente com o mês de abril e totalizaram US$ 705 milhões. No acumulado do ano, as exportações apresentaram um crescmento de 1,1%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28), em São Paulo, pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

 De acordo com o diretor de competitividade da Abimaq, o resultado é típico da época. “Houve uma forte queda acentuada em abril  (queda de 34%) e uma recuperação em maio, mas isso já é sazonal.”

De acordo com a Associação, o crescimento foi puxado pelas vendas externas de máquinas para a indústria de transformação (27,1%), máquinas para logística e construção civil (25,5%) e de máquinas para bens de consumo (23,5%). O destaque no ano continua com o setor de máquinas agrícolas, com acumula crescimento de 51% até maio.

pag_interna_maqiunas_e_equipamentos

 

Na opinião do presidente do Conselho da Abimaq, João Carlos Marchesan, o crescimento ocorre após quedas anteriores. “Estamos retomando esse crescimento, que teve queda em 2015. O setor está melhor do que qualquer outro setor da economia e o câmbio já começou a se tornar competitivo para o setor.”

A América Latina se mantém como a maior compradora das máquinas do Brasil, puxada pelo Mercosul, que aumentou em 27,9,% suas compras de máquinas do país. Em seguida, estão os Estados Unidos, com 3,6%. As vendas para a Europa e para a China caíram 25,6% e 28,4%, respectivamente.

Já as importações de máquinas aumentaram 8,7%% em maio. Na comparação com os últimos 12 meses, o recuo foi de 23,8%. O Brasil importou principalmente da Alemanha (18%) no mês.

Por outro lado, o faturamento líquido da indústria brasileira de máquinas e equipamentos somou R$ 6 bilhões em maio, 5,3% maior que em abril. No entanto, no acumulado do ano (janeiro a maio), o setor registra queda de 20,4%.

As vendas internas registraram crescimento de 24% em maio na comparação abril. Em relação a maio de 2016, o crescimento foi de 5,3%, interrompendo uma sequência de 25 quedas consecutivas. Para a Abimaq, o número poderia ser um indicativo de retomada, “não fosse a nova crise de confiança causada pela delação premiada da JBS”, diz a entidade em seu boletim de indicares conjunturais.

De acordo com a Abimaq, a manutenção deste nível de faturamento, R$6 bilhões, no segundo semestre, garantiria apenas e estabilidade das vendas em relação ao resultado de 2016.

Exportações de máquinas

Os resultados de maio não entusiasmam os representantes do setor. Para o diretor de competitividade da Abimaq, Mário Bernardini, ainda é cedo para rever a previsão de 5% de crescimento anual. “Havia a possibilidade de uma certa recuperação, que poderia se transformar em crescimento, infelizmente os últimos acontecimentos políticos contaminam o ambiente econômico”, analisou.

Segundo Bernardini, um resultado estável em relação ao ano passado já seria positivo para o setor. “O momento econômico é muito complicado para fazer nova previsão, nos daremos por felizes se conseguirmos manter o faturamento do ano passado, mas o mais provável é que acumulemos a quarta queda anual consecutiva.”

Emprego

A indústria de máquinas e equipamentos encerrou maio com 291, 2 mil pessoas ocupadas, o que representou ligeira queda de 0,2%. Na comparação com os últimos 12 meses, a queda foi 5,6%, ou seja, menos 17,1 mil postos de trabalho.

Fonte: www.comexdobrasil.com

(*) Com informações da Agência Brasil

Exportações de máquinas

Mais artigos

Blog

Glicerina: uso do produto ganha versatilidade e amplia mercados

Que o Brasil é um grande exportador de matéria-prima, ninguém discorda. No embalo das vendas externas do país, há um segmento econômico cujos negócios estão indo muito bem: a glicerina. Coproduto da produção de biodiesel, a glicerina ganhou versatilidade e “status” diferenciado com a descoberta de novas aplicações, cada vez mais nobres.  João Fróes, gerente

Notícias do Mercado

Portos registram aumento de 4,7% na movimentação de cargas no primeiro semestre

No primeiro semestre de 2017 o setor portuário brasileiro movimentou 517,5 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 4,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. O aumento ocorreu nos terminais privados, que movimentaram 343,04 milhões de toneladas, 7,89% maior do que no primeiro semestre do ano passado. Já os portos

Rolar para cima