O litoral de Santa Catarina agora também tem voo de cargas em Navegantes. Uma nova rota aérea cargueira para o Estado traz uma opção extra de ligação com os Estados Unidos para importadores e exportadores do Sul do país. O voo inaugural do trecho Miami (Estados Unidos) – Navegantes, realizado no último mês, veio quase lotado. E boa parte do volume de carga movimentada — 2,5 toneladas de maquinários, partes e peças — era de clientes da Allog.
A nova rota direta para o Aeroporto Internacional de Navegantes representa um avanço importante para o mercado, especialmente pelo ganho de tempo logístico. “A carga passa a desembarcar muito mais próxima do destino final, o que reduz etapas e permite que o produto siga rapidamente para a indústria ou para o centro de distribuição”, destaca Sacha Mazzone, coordenadora de produto aéreo aqui da Allog.

Sacha explica que o novo voo de cargas em Navegantes é resultado de um processo técnico e operacional estruturado ao longo dos últimos meses. “A cerimônia oficial aconteceu em dezembro, mas antes disso foram realizados três voos testes, fundamentais para validar processos, infraestrutura e garantir eficiência à operação”, explica.
Impacto nos custos
A operação de voo de cargas em Navegantes pode reduzir em pelo menos dois dias o transit time em comparação com cargas que desembarcam em aeroportos de São Paulo e seguem por transporte terrestre até Santa Catarina. Essa redução impacta diretamente os custos indiretos, a previsibilidade e a competitividade das empresas importadoras.

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A operação também marca a entrada do Aeroporto Internacional de Navegantes na rota de aeronaves cargueiras internacionais de grande porte, viabilizada após autorização especial da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O voo é operado pela Bringer Air Cargo, em aeronave da Latam Cargo, e passa a ter frequência semanal, dedicada exclusivamente à importação.
Para Sacha Mazzone, a iniciativa posiciona Navegantes como uma nova alternativa logística para o comércio exterior catarinense. “Estamos ampliando as opções para os importadores, com uma solução mais próxima, eficiente e alinhada às necessidades da indústria local”, conclui.


