Internacionalização da empresa: os primeiros passos para exportar

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A decisão de buscar a internacionalização da empresa e passar a vender ao mercado externo exige planejamento e assessoria especializada. Exportar pode aumentar o faturamento do negócio e reduzir a dependência do mercado interno em tempos de crise.

Primeiro, no entanto, é preciso entender se a empresa está pronta para o desafio. Além de identificar mercados em potencial para exportação, o empresário precisará, por exemplo, lidar com questões jurídicas do país comprador e organizar o sistema logístico de transporte internacional.

<<< Exportação de ponta a ponta: como funciona a venda para outros países?

internacionalização da empresa

Embora possa parecer que a maioria dos exportadores é formada por grandes corporações, as micro, pequenas e médias empresas têm um papel fundamental nas exportações brasileiras. Juntas, representam 70% do número de empresas exportadoras no país, segundo estudo de 2019 do Sebrae.

Primeiro passo: Radar

Na prática, uma empresa estará habilitada para exportar assim que obter o Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (Radar), válido na Receita Federal do Brasil. O Radar é um sistema que disponibiliza, em tempo real, informações sobre atividades aduaneiras, contábeis e fiscais. Ele reúne, em uma única plataforma, os principais dados para combater fraudes na importação ou exportação de produtos.

Artur Lamim, corporate sales da Allog, explica que, no processo de internacionalização da empresa, também é necessário que o exportador busque as licenças obrigatórias junto aos órgãos anuentes. “Além do Radar Exportação, as operações logísticas e de desembaraço aduaneiro devem ser levadas em consideração por representarem boa parte do processo de venda”, explica.

A busca por registros especiais

Através de informações emitidas pela Receita Federal e do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em conjunto com parceiros especializados em nichos de negócios, é possível identificar mercados específicos no exterior.

Dependendo do que está sendo exportado e do país comprador, é necessário que o produto tenha um registro especial. Alguns países possuem acordos comerciais com o Brasil, o que facilita a comercialização. No caso do Mercosul, cada produto deverá ser classificado de acordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). “Com isso, encontrará tratamento administrativo diferenciado e possíveis fomentos para a venda”, acrescenta Artur Lamim.

O passo mais importante: parceiros com expertise

Uma das etapas mais importantes na internacionalização da empresa é a escolha e definição de dois parceiros estratégicos: o agente de cargas e o despachante aduaneiro. Eles serão o elo para buscar serviços mais eficientes e adequar a realidade do Comércio Exterior ao do exportador.

<<< Agente de cargas – por que usar em operações internacionais?

Os maiores equívocos de empresas que iniciam no mercado internacional é procurar parceiros baseados somente em preço. Lamim explica que eles costumam ser fidelizados através do valor gerado, ou seja, do resultado real proporcionado ao cliente. “Buscar o equilíbrio entre valor e preço na hora de contratar o braço logístico e aduaneiro é vital para a continuidade dos negócios internacionais”, lembra.

Agente de carga: assessoria especializada

Por mais que ferramentas online, softwares e novos marcos da tecnologia possam tornar a logística algo cada vez mais dinâmico, transportar uma carga entre continentes exige experiência, conhecimento e contatos nacionais e internacionais.

Um agente de carga também costuma ser um parceiro importantíssimo na redução de tempo e de custos na operação logística. Ele pode otimizar tempo de trânsito, ter opções de serviços e tentar redução de valores junto a parceiros. O objetivo é garantir uma cadeia logística competitiva para colocar os produtos no seu destino final dentro do prazo. Além disso, busca equilíbrio com custos que garantam o sucesso financeiro da operação.

Neste processo, é de extrema importância possuir a parceria com players de grande representatividade nos diversos modais. Isso garante expertise estratégica e suporte nas diferentes etapas do processo de exportação. “Desta forma, montamos uma proposta de valor e que se adeque à realidade deste novo exportador”, finaliza.

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