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Felicidade é fundamental para manter produtividade em alta

19 de março de 2018

Atualmente, os ativos intangíveis da organização, como as pessoas que a compõem, são considerados os seus mais importantes diferenciais competitivos (Oliveira & Limongi-França, 2005). Diversos estudos tentam entender quais aspectos são mais relevantes para que alguém tenha felicidade no trabalho. O mais importante, segundo especialistas em Recursos Humanos e Gestão de Pessoas, é ter o senso de pertencer a algo maior, encontrando um propósito para o trabalho e sentindo que sua contribuição é relevante e que seus colegas o respeitam e o admiram.

A felicidade é tão importante para o dia a dia das pessoas que, desde 2012, a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou o 20 de março como o  “Dia Internacional da Felicidade”. A data foi criada pela Assembleia Geral da ONU, reconhecendo a relevância da felicidade e do bem-estar como metas universais e inspirações para políticas públicas em todo o mundo. A criação da data surgiu em uma reunião sobre o tema “Felicidade e Bem-Estar: Definindo um Novo Paradigma Econômico”, quando foi debatida a iniciativa do Butão, país asiático que reconheceu a supremacia da felicidade nacional sobre a renda desde o início dos anos 1970 e adotou a meta da “Felicidade Nacional Bruta” acima do Produto Interno Bruto (PIB).

Protagonistas da felicidade

Segundo a palestrante, consultora e treinadora comportamental e doutouranda em Psicologia, Gaya Machado, o que importa é sermos protagonistas desta felicidade, por mais que o tema esteja batido por ser usado a todo momento fora do contexto. Ela destaca que a felicidade nos proporciona uma vantagem química concreta. “Emoções positivas inundam nosso cérebro com dopamina e serotonina, substâncias que não apenas nos fazem sentir bem como sintonizam os centros de aprendizado em um patamar mais elevado”, diz. Gaya explica que elas nos ajudam a organizar informações novas, mantendo-as por mais tempo no cérebro, além de nos permitem criar e sustentar mais conexões neurais. Isso nos leva a pensar com mais rapidez e criatividade, sermos mais hábeis em análises complexas e, na resolução de problemas, enxergarmos e inventarmos novas maneiras de fazer as coisas”, completa.

Presenteísmo

Um funcionário infeliz resulta em aumento de faltas ou em presenteísmo, quando está de corpo presente na empresa, mas com a mente em outro lugar, levando a uma menor produtividade e a um trabalho de qualidade inferior. Estes, no entanto, não são as únicas consequências. Segundo a Society for Human Resource Management (SHRM), o aumento na rotatividade de funcionários gera um custo que alcança de 100% a 300% do salário base dos funcionários desligados recentemente.

93% de satisfação

A felicidade no ambiente de trabalho, por exemplo, é uma das premissas de valorização das pessoas adotada pela Allog International Transport para estimular os colaboradores e criar condições necessárias ao bom desempenho e satisfação. Em recente pesquisa interna realizada na companhia, 93% dos funcionários da Allog apontaram que estão satisfeitos com a empresa e o ambiente de trabalho. Ou seja, a pesquisa mostra que, no dia a dia, a Allog inclui a gestão da felicidade como algo estratégico e relevante para o sucesso de longo prazo da organização.

Com isso em mente, tão fica difícil entender que a satisfação dos colaboradores é um fator fundamental para que os níveis de motivação e de produtividade de uma empresa estejam sempre em alta – tendo em vista que, quanto maior for a felicidade de um funcionário em relação ao seu trabalho, maior será o seu empenho e as suas conquistas.

 

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