Exportações de cargas líquidas: Allog cresce 9% com glicerina como destaque

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As exportações de cargas líquidas, com destaque para a glicerina, têm ganhado papel estratégico no comércio exterior brasileiro, impulsionadas pelo crescimento da produção nacional de biodiesel e pela crescente demanda internacional por insumos renováveis. Em 2024, o Brasil bateu novo recorde de exportação de glicerina, consolidando o produto como um dos principais subprodutos da indústria de combustíveis verdes no comércio exterior.

Inseridos nesse cenário de expansão, aqui na Allog registramos um crescimento de 9% nas exportações de cargas líquidas, movimentando 14.907 TEUs no ano passado. Destes, a glicerina bruta e refina representou 79% do volume de líquidos, com 10.184 TEUs embarcados. O desempenho reforça o nosso papel logístico na conexão entre a indústria nacional e mercados internacionais, principalmente no Leste Asiático.

exportações de cargas líquidas

Com a produção de biodiesel em alta — que em 2024 somou 9,07 milhões de metros cúbicos, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) — o Brasil tem exportado volumes cada vez maiores de glicerina, um subproduto gerado na fabricação do combustível renovável. O avanço foi impulsionado por medidas como a adoção do B15 (15% de biodiesel no diesel) e pelo bom desempenho do mercado de diesel em geral.

Ásia é o principal destino

A glicerina exportada é altamente valorizada em mercados como o farmacêutico, cosmético e alimentício, onde é utilizada na fabricação de solventes, adoçantes, conservantes, anestésicos e plastificantes. O principal destino dessas exportações de cargas líquidas tem sido a Ásia, com destaque para os portos chineses de Qingdao, Ningbo, Nanjing e Fuzhou — regiões que têm elevado consumo industrial da substância.

exportações de cargas líquidas

Aqui na Allog, passamos a atuar no segmento de cargas líquidas em 2018, com a chegada do especialista João Froes ao grupo. Desde então, acumulamos crescimento consistente nesse nicho. Para se ter uma ideia, em 2018, foram movimentados 353 TEUs; já em 2019, esse número saltou para 4.369 TEUs — uma guinada que mostrou o potencial do setor e a capacidade da empresa de desenvolver expertise logística para produtos sensíveis e de alto valor agregado.

Perspectivas para 2025

As projeções para 2025 continuam positivas. Dados recentes da plataforma especializada BiodieselBR indicam que o Brasil iniciou o ano com novo recorde de exportações de cargas líquidas, como a glicerina, refletindo a continuidade da expansão da produção de biodiesel. A expectativa é de que, mesmo com oscilações no mercado internacional, a demanda por insumos renováveis e sustentáveis mantenha o ritmo de crescimento nas exportações de líquidos.

Aqui na Allog, devemos seguir acompanhando essa tendência de perto. “As perspectivas são bastante favoráveis. A agenda ambiental global e o avanço da matriz energética limpa no Brasil devem seguir impulsionando a produção de biodiesel e, consequentemente, a exportação de glicerina. Estamos preparados para atender esse mercado com excelência logística”, afirma Mariana Roedel, do Grupo Allog.

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