Fazer o que se gosta ou gostar do que se faz?

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Muitos gurus afirmam que a pessoa só é feliz quando faz aquilo gosta. Uma das maiores fontes de infelicidade está em não fazer o que se gostaria de fazer. É claro que fazer o que gosta é o ideal de todos nós. Porém, esse ideal nem sempre é atingível.

Francisco Dalsenter, coach positivo, palestrante na área de Engajamento e Felicidade no Trabalho e fundador da Happynn, entende que tanto fazer o que se gosta ou gostar do que se faz são questões verdadeiras. “Uma não exclui a outra”, diz. Ele destaca que não existe uma resposta para sanar essa dúvida. “Quando a pessoa trabalha com algo que faz sentido para ela, usando seus talentos e competências, tudo se torna mais fácil. Automaticamente você vai fazer o que gosta cada vez mais, porque a tendência é ir se aprimorando naquilo que faz”, explica.

Mas então, como equilibrar as exigências do mercado de trabalho com a própria satisfação pessoal, se levarmos em consideração que a maior parte do tempo é dedicada ao trabalho? Para Dalsenter, quando o profissional encontra o que ama fazer, o fará cada vez melhor. Nesse sentido, o ideal é que cada um encontre a sua motivação, se prepare adequadamente e busque o autoconhecimento. Para o especialista, a melhor exigência é aquela que vem da própria pessoa. “Ela compete com ela mesma”, resume. Segundo ele, quando um colaborador se sente pressionado pelas exigências da organização é porque a cultura da empresa nada tem a ver com ele ou ele não está procurando melhorar.

Quando o funcionário está feliz fará o melhor que puder, independente da função. Ou seja, independente do nível hierárquico que o colaborador está enquadrado (o que inclui funções estratégicas, táticas ou operacionais), acredita-se que é possível que se tenha o mesmo sentimento de felicidade desde que esteja realizado com o que faz.

Essa é a posição de Srikumar Rao, criador do badalado curso de MBA Creativity and Personal Mastery, da Escola de Negócios da Universidade de Colúmbia, cujos alunos aprendem a descobrir sua criatividade e seus objetivos autênticos. Em seu livro mais recente, Happiness at Work: Be Resilient, Motivated and Successful — No Matter What, de 2010, Rao destaca a importância de achar a paixão em você e não no seu emprego. Mudar sua atitude em relação ao trabalho pode ajudar muito mais do que trocar de trabalho em si.

Gostar do que se faz ou fazer o que gosta é uma premissa da Allog na hora de recrutar um novo colaborador. Francine Lima, que atua na área de Recursos Humanos da empresa, defende que “quando a pessoa gosta do que faz, se sente mais motivada a exercer determinadas atividades, automaticamente contribuindo para sua produtividade e obtenção de resultados alinhados aos objetivos da empresa.” O ambiente de trabalho descontraído, bom relacionamento, clima interno e incentivo ao desenvolvimento profissional são benefícios motivadores para quem busca trabalhar na Allog, segundo Francine.

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