Hub Ports para o Brasil: será?

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Termo bastante comum no universo do comércio exterior, hub port consiste em um porto concentrador de cargas e de linhas de navegação. O termo decorre das estratégias de aumentar o tamanho dos navios, concentrar rotas e reduzir o número de escalas adotadas pelas principais companhias marítimas, notadamente a partir dos anos 1990.

Responsáveis por receber grandes volumes de carga e distribuir para portos de menor expressão, são situados em locais estratégicos nas principais regiões do mundo. Estão cada vez mais comuns em função da globalização e incremento da utilização de contêineres na movimentação global de cargas. São os responsáveis por receberem os maiores navios em atividade, ganhando em economia de escala.

Os hub ports operam as embarcações de maneira ágil, reduzindo o tempo que os mesmos ficam parados no terminal. Os seis principais hub ports mundiais são Singapura (Singapura), Xangai (China), Tianjin (China), Qingdao (China), Guangzhou (China) e Roterdã (Holanda). Juntos, operam um volume de 4.504.236 milhares de toneladas ou 69% do que é movimentado pelos 10 maiores hub ports do mundo (Fonte: AAPA, 2013).

Com a globalização e conteinerização das últimas décadas, estamos em uma via sem volta, sendo necessário a implementação de algum hub port no Brasil. Entretanto, vale ressaltar que não estamos falando apenas de grandes áreas capazes de acomodar um grande volume de carga. É importante também que estes terminais tenham capacidade para receber embarcações de grande porte (calado) e, principalmente, dispormos de vias terrestres equivalentes para escoamento de tudo o que ingressa em zona primária.

Em termos operacionais, os portos de Rio Grande, Itapoá e Suape seriam os mais indicados para operação de navios de grande porte. Já o Porto Santos seria o mais indicado se levarmos em consideração a capacidade de carga movimentada na região. Ainda assim, estamos muito distantes em termos de movimentação global de contêineres se comparado aos maiores portos em movimentação do mundo. Em outras palavras, precisamos sim pensar em um uma alternativa para um médio período de tempo e, para isso, é necessário investir tanto na cabotagem como nas vias de acesso, além de terminais capazes de operar com maior eficiência estas grandes embarcações.

Artigo produzido por:
Diego Alexandre Lemke, Coordenador de
Produto
Exportação Marítima da Allog.

 

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Hub Ports

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