Sustentabilidade no Comex: boas práticas para o futuro do planeta

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Você sabia que a sustentabilidade no Comex é um dos assuntos mais debatidos do setor na atualidade? O mercado global está em constante evolução e a pressão por práticas socioambientais mais sustentáveis nunca foi tão grande. Consumidores cada vez mais conscientes, regulamentações mais rigorosas e a busca por uma economia mais circular impulsionam empresas de todos os tamanhos a adotarem medidas que minimizem seus impactos negativos no planeta.

Países como o Brasil enfrentam o desafio de adaptar-se ou questionar iniciativas ambientais globais, lideradas por grandes potências como a União Europeia e os Estados Unidos. A União Europeia tem sido pioneira na implementação de políticas ambientais ambiciosas, como o Pacto Ecológico Europeu, que visa alcançar a neutralidade climática até 2050.

No setor de shipping, portos, entre agentes de frete e na própria indústria, a movimentação de cargas e de passageiros gera desafios significativos em termos de emissões, resíduos e consumo de recursos naturais. Algumas empresas, no entanto, estão se destacando ao implementar soluções inovadoras e práticas de sustentabilidade no Comex.

Confira algumas das ações sustentáveis de destaque no mercado do Comex:

Shipping

Buscando um futuro mais sustentável, a indústria marítima tem investido em diversas frentes para reduzir o impacto ambiental. A adoção de combustíveis alternativos, como o biocombustível e o gás natural liquefeito (GNL), que emitem menos poluentes, é uma das principais estratégias. Além disso, a implementação de sistemas eficientes de coleta e tratamento de resíduos a bordo é fundamental para evitar a contaminação dos oceanos.

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A Maersk, uma das maiores empresas de transporte marítimo do mundo, por exemplo, estabeleceu metas ambiciosas para reduzir suas emissões de carbono e investir em tecnologias limpas. Desde 2024, a Maersk expandiu sua frota com navios de grande capacidade movidos a metanol. O design inovador dessas embarcações otimiza a eficiência do consumo de combustível e representa uma quebra de paradigmas no setor marítimo. A CMA CGM, outra gigante do setor, também tem investido em navios movidos a GNL e em projetos de captura de carbono.

Portos

A busca por operações portuárias mais sustentáveis tem impulsionado a adoção de práticas inovadoras. A utilização de fontes de energia renovável, como a solar e a eólica, para alimentar as atividades portuárias é um exemplo claro dessa tendência. Paralelamente, a gestão eficiente dos resíduos gerados nos portos, com a separação, coleta e tratamento adequados, minimiza o impacto ambiental e preserva os ecossistemas locais.

Portos como o de Rotterdam, na Holanda, e o de Los Angeles, nos Estados Unidos, se destacam mundialmente por suas iniciativas de sustentabilidade no Comex. Elas incluem  desde a geração de energia renovável até a eletrificação de equipamentos portuários.

A APM Terminals Suape, por exemplo, avança na construção do primeiro terminal 100% elétrico da América Latina.  “Este é um marco importante para a APM Terminals Suape e para o setor portuário brasileiro. Esta será uma das infraestruturas portuárias mais modernas do Brasil com previsão de que entre em operação no segundo semestre de 2026, sendo o primeiro terminal de contêineres totalmente eletrificado do país”, enfatiza Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém.

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Indústria

A indústria também tem investido em diferentes estratégias. A adoção de tecnologias e processos que otimizam o consumo de energia é fundamental para reduzir a pegada de carbono. Além disso, a implementação de modelos de produção circular, que visam reduzir o desperdício e maximizar a reutilização de materiais, tem se mostrado promissora em diferentes regiões do mundo.

Recente pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Centro de Pesquisa em Economia Circular da Universidade de São Paulo (USP), que ouviu 253 indústrias de transformação e construção revela que 85% das indústrias no Brasil desenvolvem pelo menos uma prática de economia circular – ou seja, adotam algum sistema em que o modo de produção é redesenhado para permitir um fluxo circular dos recursos, minimizar os resíduos e contribuir para o desenvolvimento sustentável.

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Agentes de carga

No Grupo Allog, por exemplo, diferentes ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU gerou o primeiro Relatório de Práticas ESG da empresa, em 2024. Segundo o CEO do Grupo Allog, Anderson Venâncio, “este marco representa uma conquista significativa em nosso caminho de crescimento. Também  demonstra o compromisso com a transparência, responsabilidade e práticas de negócios sustentáveis”. No âmbito ambiental, a empresa aprimorou uma série de ações que colaboram com o planeta. Isso inclui a gestão de resíduos, a coleta de pilhas, esponjas e lacres de alumínio, além da redução do uso de plástico.

>> Acesse o Relatório de Práticas ESG do Grupo Allog aqui

 

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