Frete aéreo: opção para importar cargas no final do ano

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A medida que nos aproximamos da alta temporada, o frete aéreo pode ser a solução ideal para transportar cargas pelo mundo – ou pelo país – de forma rápida e segura. Neste período, aumenta principalmente a importação de produtos têxteis, eletrônicos e lúpulo para a produção de cerveja. Estatísticas da Allog apontam que, em 2017, o volume de importações com frete aéreo cresceu 10% na comparação com 2016. Em 2018, aumentou 5% em relação ao ano anterior.

“No ano passado o desempenho foi impactado pela guerra comercial entre EUA e China, bem como pela indefinição do Brexit. Isso gerou um ambiente de desaceleração no mercado global derivado da queda dos investimentos e produção. Isso é percebido com maior intensidade em 2019”, aponta Silvano Santos, coordenador de frete aéreo da companhia.

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Períodos de pico

O coordenador explica que é importante levar em consideração o período do ano (Ano Novo Chinês, demandas de Natal, Black Friday e lançamentos de eletrônicos) para determinar o modal a ser utilizado nas cargas de importação para o Brasil. Segundo Silvano, empresas que não fizeram uma programação acurada podem optar pelo frete aéreo para atender a demanda destas datas.

“Além de garantir velocidade no tempo de trânsito e maior segurança operacional, também atinge regiões mais longínquas do território nacional. Isso traz versatilidade logística para os importadores”, completa. O quarto semestre é o período de maior pico na movimentação de cargas no frete aéreo, justamente por ocorrer forte demanda de equipamentos eletrônicos.

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Procedimentos padrões

Desde 2015, foi regulamentada a entrada de embalagens de madeira pela IN 32. Ela estabelece procedimentos de fiscalização e certificação fitossanitária de embalagens, suportes ou peças de madeira. Estas devem ser devidamente fumigados, impactando diretamente as importações. “Ainda percebemos muita importação em desacordo à normatização, gerando grandes transtornos e custos para importador e exportador”, destaca.

Ficar atento à documentação, informando sempre os dados precisos da carga, com identificação de produtos perigosas e os certificados de cargas com grau de periculosidade são pontos que os exportadores precisam estar atentos. “Em casos de embarques prepaid (pré pagos), quando a decisão do frete fica a cargo do exportador, orientamos o cliente para que fique atento a alguns serviços das companhias aéreas com históricos recorrentes de rolagem e perdas de cargas em épocas de peak season. O objetivo é resguardar a segurança operacional e evitar o descumprimento de prazos aos importadores”, acrescenta Silvano.

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