Dia Nacional do Café: a cada três xícaras consumidas no mundo, uma é brasileira

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Você sabia que há uma data para comemorar um dos produtos mais populares do país: o Dia Nacional do Café?

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, além de ser o segundo maior país consumidor. Fica atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com dados da Organização Internacional do Café (OIC).

Por ser o principal fornecedor do mundo, o Brasil tem a sua safra atentamente acompanhada pelos demais países, já que influencia diretamente o preço internacional do produto.

O grão é tão importante para a economia do país que no dia 24 de maio se comemora o Dia Nacional do Café. Além desta importante data para o agronegócio brasileiro, o produto também tem um dia comemorativo ao nível mundial: 14 de abril, o Dia Internacional do Café.

“O café tem uma representatividade mundial bem expressiva. É também um setor de fundamental importância para o agronegócio brasileiro. Por isso, celebramos o Dia Nacional do Café e o Dia Internacional do Café com muita gratidão e paixão”, diz Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé).

AÇÃO ESPECIAL DA ALLOG E COOXUPÉ

Em comemoração ao Dia Nacional do Café, uma parceria entre a Allog e a Cooxupé promoveu, além desta matéria, uma ação direcionada a alguns de seus parceiros.

Segundo Bernardo Brügger, diretor comercial e de marketing da Allog, esta ação tem como objetivo possibilitar um maior conhecimento sobre as exportações do café brasileiro. Também busca promover a apreciação de alguns grãos especiais a parceiros comuns da Allog e Cooxupé.

Dia Nacional do Café

NOSSO CAFÉ NO MUNDO

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam uma produção global estimada em 175,5 milhões de sacas na safra 2020/2021. Deste total, o Brasil tem uma participação de 38,7%, sendo o maior produtor, seguido pelo Vietnã (12,4%) e Colômbia (8%).

De acordo com dados do Ministério da Economia, o Brasil exportou um total de US$ 209,2 bilhões em produtos diversos em 2020. A exportação de café no período foi de US$ 5,5 bilhões, uma participação de 2,6% nas vendas gerais do país. O Brasil apresentou produção recorde no ano passado, em razão da bienalidade positiva do café Arábica e clima favorável durante o ciclo, o que contribuiu para elevar a participação na safra global.

Ainda na safra 2020/21, estima-se que o Brasil seja responsável por cerca de 46,9% e 27,3%, respectivamente, da produção mundial de café Arábica e Robusta (Conilon). No caso do Robusta, o país passa a ser o segundo principal produtor mundial. Fica atrás apenas do Vietnã, que possui uma participação de 38,1%.

SUDESTE: CONCENTRADOR DA PRODUÇÃO

O café é cultivado em todas as regiões do país, embora exista maior concentração na região Sudeste. Lá se produziu nada menos do que 87,4% em 2020. O período de colheita varia conforme a região, mas é concentrada no segundo e terceiro trimestre do ano, com pico em junho. O principal produtor de café Arábica no ano passado foi Minas Gerais, responsável por 70,4% da produção nacional.

A ARTE DE PRODUZIR CAFÉ

Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé, explica que o preparo do grão começa nas propriedades rurais, onde o produtor segue rigorosamente os processos de sustentabilidade, boas práticas agrícolas e manejo. O objetivo é extrair um café de alta qualidade, seja commoditie ou especial.

Após colhido, vem um dos passos mais importantes: a secagem (seja em terreiros ou em secadores mecanizados). Quando feita de modo correto, confere ao produtor grandes oportunidades de um café com excelente qualidade.

As próximas etapas seguem com o beneficiamento do café ainda nas propriedades e, posteriormente, a armazenagem. Nesta etapa, os grãos dos cooperados da Cooxupé vão para os armazéns da cooperativa. Atualmente a capacidade é de 6 milhões de sacas.

Ao chegar à Cooxupé, lotes com identificação apenas por código de barra. Depois, são separados e enviados para o trabalho de classificação física e sensorial. O objetivo é estabelecer o padrão de qualidade do café.

COOPERATIVISMO COMO PRINCÍPIO

Com padrões estabelecidos e o café comercializado entre Cooxupé e cooperado, a empresa faz o rebeneficiamento dos grãos (ou também chamado de preparo) em usinas industriais para a separação de cada tipo de café e formação dos blends. Estes seguem para exportação ou para o mercado interno, atendendo especificamente as exigências de cada cliente.

Atualmente, 80% das atividades da Cooxupé correspondem às exportações de café verde tipo arábica. Ao alcançar seus destinos, o produto passa pelos processos de moagem e torra. Chega até o consumidor em seus diferentes formatos de bebida.

A Cooxupé desempenha suas atividades no modelo e princípio cooperativista. “Somos a ponte entre nossos 16 mil cooperados e o dinâmico mercado de café. Conferimos acesso às boas oportunidades de comercialização quando o cenário está favorável. Cumprimos com o nosso papel junto aos nossos cooperados de sempre orientá-los, fornecendo toda estrutura possível para que cada família tenha competitividade e se beneficie em suas produções cafeeiras. É um trabalho feito com muita união, parceria e confiança”, destaca Carlos Augusto.

LOGÍSTICA DO BRASIL PARA O MUNDO

Atualmente, a Cooxupé exporta para 50 países em cinco continentes, entre eles os Estados Unidos, Itália e mercado árabe. A produção é 100% café arábica. Após a aprovação da amostra enviada ao cliente, a Cooxupé recebe o Shipping Instruction (SI) com detalhes a serem seguidos.

Próximo ao deadline de carga, o café é acondicionado no contêiner e direcionado ao porto de embarque. O café é predominantemente negociado sob o Incoterm FOB (Free on board). Nele, a responsabilidade do exportador se encerra com o contêiner a bordo do navio.

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CUIDADOS E DESAFIOS PARA EXPORTAR

Segundo Bernardo Brügger, o café foi uma das primeiras commodities a ser conteinerizada. No passado, o produto era transportado em sua totalidade em navios de carga geral.

Para o transporte marítimo de um produto tão especial, o contêiner deve ser próprio para café. Não pode ter furos, odor ou manchas de óleo no assoalho. Além disso, as borrachas de vedação das portas devem estar em perfeitas condições.

>>> AGENTE DE CARGA: por que usar em operações internacionais? 

Atualmente o setor enfrenta a falta de espaço nos navios, principalmente para a América do Norte e alguns destinos da Europa. “Outro ponto que nos causa preocupação é a escassez de contêineres para nossos embarques. Já tivemos que ajustar nossas programações devido à falta do equipamento”, destaca o presidente da Cooxupé.

Ele lembra, no entanto, que o Brasil é o maior produtor e o maior exportador de café do mundo, o que mostra enorme potencial para produzir e entregar sua produção. “Algumas vezes o exportador esbarra em situações como falta de contêineres, falta de espaço em navios ou até mesmo, terminais portuários sobrecarregados, gerando custos extras na operação”, completa.

SOBRE A COOXUPÉ

A Cooxupé tem uma trajetória de quase 90 anos, voltada para o cooperativismo regional. São mais de 60 anos com atividades especialmente voltadas para o negócio café. “O desempenho e eficiência nossas ações são avaliados por meio do planejamento estratégico. Isso nos permite visualizar cenários, traçar estratégias e buscar os resultados esperados em toda nossa atividade”, diz o presidente.

O planejamento estratégico da cooperativa, com o Conselho Fiscal e de Administração, permite à Cooxupé de olho em oportunidades dentro e fora do Brasil e na adoção de ações que impactam positivamente os públicos com quem se relacionam. “Todas as ações do planejamento estratégico têm o cooperado como prioridade. O objetivo é fortalecer ainda mais a relação de confiança e fidelidade. Além disso, abrimos novos caminhos e oportunidades para que nossas famílias cafeicultoras estejam preparadas para as transformações do futuro e ganhem mais competitividade frente às necessidades do mercado e do setor, com propriedades e lavouras mais modernas, produtivas, rentáveis e sustentáveis”, completa.

Dia Nacional do Café

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