Nova bacia de evolução de Itajaí: testes vão indicar tamanho dos navios

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Os primeiros testes da nova bacia de evolução de Itajaí foram considerados um sucesso. O navio Valor, de 300 metros de comprimento e 48,3 metros de largura, com bandeira de Malta, foi o primeiro a realizar a manobra. Saiu de popa do cais da Portonave, em Navegantes, e seguiu até a foz do Itajaí-Açu, onde está localizada a nova bacia de evolução e fez o giro de 180º necessário para continuar navegando. Para que a embarcação navegue com segurança, com seus motores em níveis mínimos de potência os rebocadores a conduzem até a área de giro.

 

Os testes são uma exigência da Capitania dos Portos para autorizar a utilização da nova bacia de evolução. Ao todo, são 6 operações testes no complexo portuário. A nova bacia de evolução de Itajaí contempla 500 metros de diâmetro e profundidade de 14 metros. “Essas manobras fazem parte de um conjunto de ações para garantir que a infraestrutura do complexo portuário de Itajaí possa atender os navios denominados mega ships, com até 350 metros de comprimento”, comemora o superintende do porto de Itajaí, o engenheiro Marcelo Werner Salles. Atualmente operam no complexo navios com até 300 metros de comprimento.

Mais produtividade

Conforme Diego Lemke, gerente de produtos da Allog, com o alargamento do canal de acesso e a nova bacia de evolução de Itajaí, o complexo poderá receber navios maiores, trazendo economia de escalas e, consequente, maior produtividade e eficiência na operação portuária. “Além disto, esta adequação da infraestrutura poderá viabilizar novos investimentos, gerar mais empregos e recolhimento de tributos”, considera.

Lemke explica que esta nova adequação também deverá aumentar a atividade econômica da região, com uma retroárea mais bem estruturada, bem como manter a competitividade do complexo no cenário nacional. Segundo informações do Complexo Portuário, em 2019, Itajaí deixou de receber 30 escalas de embarcações de grande porte devido à bacia de evolução. O complexo do Itajaí é segundo maior em operações de contêineres no Brasil, representando quase 4% da balança comercial brasileira e por onde passam 60% dos produtos produzidos em Santa Catarina.

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