Paraciclismo: fé e superação moldam a atleta Maria Pinheiro

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Fé, superação e muita determinação são os lemas de vida para a cearense radicada em Itajaí Maria Pinheiro, 39 anos, atleta de paraciclismo que passa a ser patrocinada pelo Grupo Allog. O glaucoma congênito – doença que leva à perda progressiva da visão, podendo causar a cegueira completa – foi descoberto aos sete anos e mudou a vida da paraciclista para sempre.

Em 2010, ela começou a pedalar. Em 2011, participou do primeiro Campeonato Nacional de Paraciclismo Tendem WB, modalidade em que a bicicleta é adaptada para duas pessoas. De lá para cá, foram diferentes premiações ao nível estadual e nacional. Três deles merecem destaque especial: o brasileiro de 2013, onde se sagrou campeã, e o vice de 2016 e o brasileiro de 2021 no contrarrelógio.

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Recentemente, Maria Pinheiro conquistou duas medalhas de prata na primeira etapa da Copa Brasil de Paraciclismo: nas provas de contrarrelógio (21 KM) e resistência (56 KM), em Ribeirão Preto (SP) e Indaiatuba (SP). Também ficou com a medalha de bronze na prova de perseguição e uma prata na prova de 1 Km do Campeonato Brasileiro de Pista, primeira competição da paratleta em um velódromo.

O paraciclismo é uma das modalidades de esportes paralímpicos que consiste na prática do ciclismo realizado por pessoas com algum tipo de deficiência (visual, físico-motora ou paralisia cerebral). A modalidade é dividida em provas de estrada e provas de pista (velódromo).

Treinos diários

Casada e mãe de duas filhas (uma de 18 e outra de 4 anos), Maria não consegue se imaginar sem o ciclismo em sua vida. Como precisa de um “piloto” para pedalar nas competições ou mesmo nos treinos, ela destaca a importância do entrosamento entre as duas. Além da comunicação por voz, a dupla precisa contar muito com a sintonia. Movimentos dessincronizados em horas erradas podem acarretar perda do controle da bicicleta e causar um acidente.

>>> Confira também: Atleta paralímpico de Triathlon ganha bicicleta adaptada da Allog

Em média, Maria treina quatro horas por dia com pedal de rua e pedais no rolo em casa. Também faz treinos de fortalecimento muscular na academia, de segunda a sábado. “A ideia é que o apoio da Allog garanta o suporte necessário para que, como atleta de alto rendimento, eu possa atingir as metas estabelecidas. Além de conquistar maior visibilidade no cenário estadual e nacional”, explica. Sem o apoio da Allog, Maria explica que, depois das provas de Ribeirão Preto, dificilmente participaria de outra competição neste ano.

Antes de iniciar no ciclismo, Maria Pinheiro chegou a praticar natação, conquistando algumas medalhas, porém precisou se afastar da atividade devido aos produtos químicos utilizados nas piscinas, prejudiciais aos olhos. “No paraciclismo, percebi uma grande paixão. Desde então, meu desempenho só vem crescendo,” explica. Com tanta disposição e força de vontade, a paratleta alimenta o sonho de subir em novos pódios. Para isso, precisa manter os treinos e o incentivo de apoiadores como o recentemente contrato assinado com o Grupo Allog.

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