Pessoas do Mundo Allog: o sonho realizado de morar no exterior

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Ele chegou no mesmo ano que a Allog, a empresa fundada pelos seus pais há 22 anos. Arthur Oliveira – nosso segundo perfil da série Pessoas do Mundo Allog – nasceu e cresceu ouvindo conversas sobre frete marítimo, carga aérea, desembaraço aduaneiro, cotação do dólar, importação e exportação de contêineres. Quando visitava o escritório, ainda criança, ouvia a equipe falando e escrevendo em inglês com pessoas de diferentes países. O mundo parecia grande e pequeno ao mesmo tempo.

Mais de duas décadas depois, Arthur virou naturalmente um cidadão do mundo. Atualmente, está no segundo ano da faculdade de Economia da DePaul University, em Chicago, nos Estados Unidos, onde mora desde 2022. A previsão é que se forme em 2026, após concluir os 4 anos de graduação.

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Antes de embarcar rumo à jornada de morar e estudar em outro país, Arthur já tinha aprimorado o aprendizado da Língua Inglesa em um intercâmbio de 4 meses na Austrália, em 2018. Também deu início à sua primeira experiência profissional no Grupo Allog. Começou ainda na adolescência, aos 17 anos de idade, como trainee. Passou por diferentes departamentos da empresa, incluindo 1 ano em Inside Sale.

O sonho de morar no exterior

O sonho de morar e estudar fora do Brasil vinha sendo alimentado desde criança, quando começou a estudar inglês. “Eu seguia alguns influenciadores que tinham experiências de morar e trabalhar fora do Brasil. Como sempre gostei de viajar, despertei o desejo de morar em outro país”, conta Arthur Oliveira.

Com os pais, já tinha viajado de férias para lugares como Rússia, Estados Unidos, Canadá, países da América Latina e Europa, além da Oceania, em seu intercâmbio. Com o início da pandemia do Covid 19, em 2020, Arthur teve que adiar um pouco os planos e decidiu cursar 1 ano da faculdade de Comércio Exterior na Univali.

A experiência de 3 anos na Allog antes de iniciar a faculdade nos Estados Unidos, segundo Arthur, foi fundamental para orientar o caminho a seguir. “Eu não tinha muita certeza do queria cursar na graduação e as experiências em diferentes áreas da empresa me ajudaram muito neste sentido”, cita.

Estados Unidos: a mudança total de rotina

Da cidade pequena onde morava, no litoral de Santa Catarina, a uma das maiores metrópoles do mundo, Arthur sentiu, de imediato, as transformações na rotina que o acompanharia por, no mínimo, 4 anos. “Eu sabia que as mudanças seriam grandes e já vinha me preparando para isso. Mas foi somente quando chegamos aqui que senti a diferença de verdade”, lembra.

Arthur mora em Chicago na companhia da namorada, Nikolle. “A mudança é brusca. Saí do conforto de onde eu vivi a minha vida inteira para uma cidade imensa, onde conhecia ninguém. Este começo é sempre mais difícil”, conta.

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Passado o período de adaptação, Arthur passou a curtir as vantagens de morar em um país onde “tudo funciona”, conforme sua própria definição. A eficiência da logística interna foi uma das primeiras surpresas positivas para o estudante. “Você compra um carregador de celular pela internet de manhã e à tarde ele chega ao seu endereço. A logística funciona muito bem, quase tudo é enviado em questão de horas para a sua casa”, exemplifica.

Modelo diferente de ensino

Na faculdade, o modelo de ensino americano também é bem diferente do sistema de graduação brasileira. Arthur conta que um terço da faculdade de Economia são de disciplinas gerais como Biologia, Matemática, Artes, Música, Literatura e História dos Estados Unidos. Outro um terço da grade curricular é com matérias de Business College, enquanto o restante é focado em Economia.

Os amigos da faculdade são quase todos estrangeiros vindos de fora dos Estados Unidos, a exemplo de indianos e paquistaneses, que, assim como ele, estão no país para estudar. A principal vantagem desta miscelânia, na opinião de Arthur, é ter convivência com diferentes origens e culturas. “Para quem atua no Comércio Exterior e precisa fazer negócios com pessoas de todo o mundo, este é um excelente laboratório”, cita.

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Arthur conta que, desde que começou a trabalhar na Allog, decidiu que quer continuar no Comex e seguir atuando na empresa que o pai fundou. A decisão de estudar nos Estados Unidos foi para buscar conhecimento técnico especializado em um país de primeiro mundo e em um sistema de ensino diferente do Brasil. “No momento, meu plano é voltar para o país e para a Allog após terminar meus estudos, que incluirá, possivelmente, uma pós-graduação. E quem sabe no futuro ter a honra de assumir a empresa”, conclui.

 

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