Fechamento da barra de Itajaí e Navegantes: causas e efeitos

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O que motiva o fechamento da barra de Itajaí e Navegantes e impede o complexo portuário a operar em épocas de chuvas intensas na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina? Ao longo das últimas décadas, essa, talvez, tenha se tornado umas das perguntas mais recorrentes dentro e fora do segmento portuário nacional.

Jéssica Frese, analista comercial do Grupo Allog, explica que o complexo portuário de Itajai e Navegantes é sujeito a fechamentos temporários devido às intensas chuvas nas regiões do Médio e Alto Vale do Itajaí, que resultam em uma grande vasão de água no canal do complexo portuário, colocando em risco as operações portuárias. A frequência do fechamento da barra de Itajaí, no entanto, vem aumentando e gerando um efeito cascata. Isso acumula demandas em outros portos do entorno que passam receber as cargas dos navios que não podem operar no complexo portuário.

fechamento da barra de Itajaí

A estimativa é que cada dia que um navio permanece parado, aguardando atracação, custe de US$ 35 mil a US$ 100 mil.

Os fatores que aumentam as chances de fechamento da barra de Itajaí e Navegantes, segundo Jéssica, são:

1) Segurança da navegação

Preocupação fundamental em situações de chuvas intensas e alagamentos, que podem levar a um aumento significativo no fluxo de água nos rios e canais, resultando em correntes mais fortes e marés irregulares. Isso pode afetar a segurança da navegação, torando as manobras portuárias mais arriscadas.

2) Restrições Operacionais

Chuvas intensas podem levar a um aumento no nível da água. Isso reduz a profundidade disponível para as embarcações. Isso pode tornar áreas do porto inacessíveis para navios de maior calado.

3) Segurança das Instalações Portuárias

Riscos para a infraestrutura. As autoridades determinam o fechamento do canal para garantir a segurança das embarcações, tripulações e das cargas transportadas.

As medidas de segurança, em casos como estes, incluem a comunicação com os operadores de embarcações. Além disso, o monitoramento das condições meteorológicas e a coordenação com as autoridades marítimas para decidir sobre fechamentos temporários. “Após chuvas intensas, é necessário realizar aferições no nível do calado e correnteza do canal. Issso é para garantir que estão seguras antes da retomada das operações normais”, explica a profissional da Allog.

A entrada e o giro do navio

Considerando as condições de navegabilidade no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, o processo da entrada de embarcações no porto segue um padrão de procedimentos iniciando pela aproximação e sinalização do navio. Logo após  chega ao canal de acesso, inicia-se a manobra de chegada. O próximo passo é o giro do navio, que ocorre quando o navio está próximo ao ponto de atracação.

O giro pode ser necessário para alinhar a embarcação corretamente com o cais de atracação e é realizado com o acompanhamento dos rebocadores. Estas embarcações também podem ser usadas para ajudar a controlar a velocidade e direção da embarcação, especialmente em áreas confinadas ou quando há correntes e ventos fortes.

A barra fechou, e agora?

Jéssica Frese explica que, quando o Grupo Allog identifica o fechamento da barra no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes busca se abastecer do maior número de informações possíveis junto à administração dos portos, visando repassar os dados de maneira clara e precisa ao cliente. “Posteriormente, estabelecemos contato com os clientes afetados, levando todas as informações pertinentes sobre as cargas que serão impactadas durante esse período”, diz. Também sugere alternativas, incluindo a possibilidade de redirecionamento para um porto mais próximo, levando em consideração a logística específica de cada caso.

Considerando a experiência positiva, em situações de fechamento do canal de acesso do complexo portuário de Itajaí e Navengantes, o Grupo Allog recomenda considerar portos mais próximos, como Itapoá (SC) e Paranaguá (PR), como alternativas viáveis, levando sempre em consideração a viabilidade logística com base na localidade de cada cliente.

“Para mitigar eventuais atrasos e custos, atuamos de forma tanto comercial quanto operacional junto aos portos. Agimos no auxílio à disponibilização das janelas para o depósito das unidades. Adicionalmente, contatamos os armadores para verificar os deadlines dos navios e solicitar as extensões se necessário”, detalha.

Comunicação rápida e transparente

Em algumas situações, os armadores podem optar por alterar as rotas dos navios. Por isso, a equipe Allog mantém um acompanhamento constante para identificar essas situações e dar o devido direcionamento ao mercado. “A comunicação rápida e transparente que mantemos com nossos clientes é crucial para resolver essa situação complexa, visto que altera toda a programação e logística dos envolvidos. Estamos empenhados em facilitar e oferecer as melhores opções possíveis diante dos desafios impostos pelo fechamento da barra, e reiteramos nosso compromisso em minimizar os transtornos causados por essa adversidade”, completa.

 

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