Ferrovias brasileiras: investimentos podem melhorar logística do país

Compartilhe esse artigo

Por que as ferrovias brasileiras ainda engatinham quando o assunto é desenvolvimento da logística interna? O país tem um planejamento efetivo para avançar em uma rede de trilhos mais estruturada?

Por sua imensidão territorial e posição como grande produtor de commodities agrícolas e minerais, o Brasil reconhece no transporte ferroviário um potencial aliado para o desenvolvimento socioeconômico. Apesar de sua importância, as ferrovias brasileiras – que totalizam pouco mais de 30 mil quilômetros – ainda enfrentam desafios que impedem a plena exploração de seu potencial.

Ao investir na modernização e expansão da rede de ferrovias brasileiras, o país tem a chance de impulsionar o desenvolvimento socioeconômico, a competitividade do agronegócio e a sustentabilidade ambiental. Para transformar o transporte ferroviário em um pilar fundamental da logística brasileira, é fundamental que o governo e o setor privado trabalhem em conjunto para expandir e modernizar a malha.

ferrovias brasileiras

Grandes volumes em longas distâncias

Paulo Henrique Perez, analista de Produto de Exportação do Grupo Allog, entende que as ferrovias são ideais para o transporte de grandes volumes de carga em longas distâncias, com custos por tonelada transportada significativamente menores do que os do transporte rodoviário. “Isso se traduz em preços mais competitivos para produtos brasileiros no mercado internacional”, pontua.

As ferrovias são 3 a 4 vezes mais eficientes em termos de combustível do que os caminhões. Isso resulta em uma redução média de 75% nas emissões de gases de efeito estufa por tonelada transportada. Além disso, o transporte ferroviário apresenta um índice de acidentes bem inferior ao do transporte rodoviário, aliviando congestionamentos e melhorando a segurança nas estradas.

Desafios e Perspectivas

A rede de ferrovias brasileiras é extensa, mas sofre com a falta de investimentos em manutenção e modernização. Isso resulta em baixa velocidade dos trens, frequentes descarrilamentos e necessidade de interdições de linhas. A integração entre o transporte ferroviário e outros modais, como o marítimo e o rodoviário, é fundamental para a otimização da logística nacional. No entanto, essa integração ainda é incipiente no Brasil.

Historicamente, o transporte rodoviário recebe mais incentivos do governo e possui uma infraestrutura mais capilarizada, o que o torna mais competitivo em alguns trechos. A modernização da infraestrutura ferroviária e a expansão da rede exigem investimentos vultosos, tanto do governo quanto do setor privado.

A implementação do Marco Legal das Ferrovias e a modernização da infraestrutura podem reduzir significativamente os custos logísticos para o setor agropecuário, um dos principais interessados no modal ferroviário. A diminuição dos custos logísticos permitirá que o agronegócio brasileiro seja mais competitivo no mercado internacional, impulsionando as exportações e a geração de divisas.

De acordo com uma reportagem do jornal Valor Econômico, o Governo Federal pretende investir R$ 94,2 bilhões em 35 projetos ferroviários, com R$ 55,1 bilhões a serem investidos até 2026 e outros R$ 39,1 bilhões nos anos seguintes. A maior parte desse investimento, conforme indicado pelo Ministério dos Transportes, virá do setor privado, por meio de concessões em 15 trechos, tanto novos quanto já existentes.

Modelo internacional de ferrovias

Observando o panorama internacional, encontramos exemplos de países que já trilham um caminho promissor no setor ferroviário. Os Estados Unidos, por exemplo, ostentam uma rede ferroviária de 300 mil quilômetros. Além disso, investem continuamente em novas tecnologias, como trens elétricos e de alta velocidade, otimizando a eficiência e a sustentabilidade do transporte.

ferrovias brasileiras

A Europa, por sua vez, se destaca por uma das redes ferroviárias mais eficientes do mundo, caracterizada pela alta integração entre os diferentes países. Essa integração facilita significativamente o transporte internacional de pessoas e cargas, impulsionando o comércio e a colaboração.

A Allog, empresa com grande expertise no setor logístico, monitora de perto o fluxo de contêineres no modal ferroviário nos Estados Unidos. Através de sua rede de parceiros, a empresa garante cobertura nacional de operações, atendendo a todas as rampas (locais de embarque/desembarque) do país.

A busca por contêineres em rampas exige cuidados e expertise específicos, com um nível de complexidade superior ao dos portos. “Para evitar custos adicionais por demurrage/detention, é crucial contratar empresas experientes e capacitadas para lidar com as particularidades desse modal. A Allog, com sua equipe dedicada e especializada, se destaca nesse segmento, oferecendo soluções eficientes e confiáveis”, cita Paulo Perez.

Case de sucesso americano

Em 2022, o volume intermodal ferroviário nos Estados Unidos atingiu 13,5 milhões de unidades, representando 27% da receita das principais companhias ferroviárias do país e superando qualquer outro segmento de tráfego ferroviário individual. Cerca da metade desse volume corresponde a importações e exportações, evidenciando o papel crucial do transporte intermodal no comércio internacional.

 

ferrovias brasileiras

Mais artigos

Blog

Felicidade no trabalho: Jornada Allog promove palestra na Univali

O que guia nossas escolhas profissionais? Como ter felicidade no trabalho? A felicidade e a satisfação na empresa são influenciadas por fatores diferentes do que geralmente imaginamos? Quantas pessoas são realmente felizes no que desenvolvem? Estas e outras questões envolvendo felicidade no ambiente coorporativo e também fora dele serão respondidas pelo palestrante Alexandre Lima, consultor

Blog

Junho vermelho – Mês da doação de Sangue

JUNHO VERMELHO – LEI Nº16.694 “Mês do amor. Mês da doação de sangue”. Este é o tema do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC) referente ao mês dedicado às campanhas que incentivam a doação de sangue. O Junho Vermelho foi instituído pelo Governo do Estado de Santa Catarina através da Lei nº16.694.

Rolar para cima
Previous slide
Next slide